Um acordo firmado entre a farmacêutica responsável pelo lenacapavir e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu a possibilidade de que a injeção semestral de prevenção ao HIV venha a ser produzida no Brasil no futuro. O medicamento está no centro de um estudo nacional coordenado pela Fiocruz, do qual Campinas é uma das cidades participantes, ao lado de outros cinco municípios.
A cooperação envolve um memorando de entendimento com o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos) para avaliar a viabilidade de uma eventual transferência de tecnologia. O documento não representa um acordo definitivo, mas estabelece as bases para análises técnicas e econômicas que podem permitir, em etapas posteriores, a fabricação nacional do medicamento.
Paralelamente às discussões institucionais, o lenacapavir será utilizado no estudo ImPrEP LEN Brasil, que pretende avaliar a implementação da profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável no Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa será realizada em Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Porto Alegre e Florianópolis, com foco em populações mais vulneráveis à infecção pelo HIV.
A injeção é aplicada apenas duas vezes por ano e representa uma alternativa à PrEP oral, atualmente baseada no uso diário de comprimidos. Especialistas apontam que o novo formato pode ampliar a adesão à prevenção, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para manter o tratamento contínuo.
O lenacapavir já possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no país, mas a incorporação ao SUS ainda depende de etapas como definição de preço e avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Nesse cenário, a possibilidade de produção local é vista como estratégica para reduzir custos e ampliar o acesso.
Segundo a Fiocruz, a eventual fabricação nacional do medicamento dependerá dos resultados dos estudos de viabilidade e das negociações entre as partes. A instituição destaca que iniciativas desse tipo seguem o histórico de parcerias voltadas à ampliação do acesso a medicamentos considerados estratégicos para a saúde pública.
Em Campinas, a participação no estudo coloca o município entre os polos de testagem e avaliação de uma das principais inovações recentes na prevenção do HIV. A expectativa é que os dados obtidos ao longo da pesquisa contribuam para orientar decisões futuras sobre a adoção da PrEP injetável em larga escala no país.
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