A Fiocruz publicou o Boletim InfoGripe referente a semana epidemiológica 8 (de 22/02 ao dia 28/02, com dados inseridos no SIVEP-Gripe até o dia 28/02/2026), e o essa semana o relatório mostra um crescimento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por todo país, principalmente devido ao aumento do número de hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, pela infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos e por influenza A no resto da população.
Para a pesquisadora Tatiana Portella: “O aumento de casos de SRAG em crianças e adolescentes muito provavelmente está relacionado ao retorno às aulas. Portanto, recomendamos que, caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível deixar a criança ou adolescente em casa, o ideal é que ela use uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula.”.
Situação de casos de SRAG por estado
De acordo com o boletim, de todas as unidades da federação, apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não apresentam sinal de crescimento nos casos de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas). Enquanto Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas).
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Das 27 capitais, 12 apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas): Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).
Últimas semanas epidemiológicas
Nas últimas quatro semanas, a prevalência entre os casos positivos foi de 45,4% de Rinovírus 20,8% de Influenza A, 15,4% de vírus sincicial respiratório, 14,3% de SARS-CoV-2 e 1,6% de Influenza B. Já em relação aos óbitos, covid-19 e influenza A continuam com o maior impacto 39,1% e 27,5% respectivamente, com o Rinovírus respondendo por 17,4% das mortes, o VSR por 8,7% e a Influenza B por 3,6%.
O boletim ressalta que os dados para semanas recentes estão sujeitos a alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
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SRAG em 2026
Considerando os dados para todo ano de 2026, foram notificados 14.370 casos de SRAG, desses 5.029 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 2.073 ainda aguardam resultado. Dentre os casos positivos do ano
- 40% de Rinovírus;
- 20% de Influenza A;
- 17% de SARS-CoV-2 (covid-19);
- 13,6% de vírus sincicial respiratório;
- 1,7% de Influenza B.
Foram notificados 840 óbitos de SRAG em 2026, 306 (36,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório:
- 40,8% de SARS-CoV-2 (covid-19);
- 28,1% de Influenza A;
- 17,3% de Rinovírus;
- 5,2% de vírus sincicial respiratório;
- 3,6% de Influenza B.
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
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