Balneário Camboriú encerra a etapa de seis meses de liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia
Adoção do método wolbachia busca reduzir a transmissão de doenças como a dengue.
Nesta sexta-feira, 20, Balneário Camboriú realiza a última soltura de mosquitos Aedes aegypti que integram o método wolbachia. A ação, que ocorre a partir das 4h nos bairros Municípios e Centro, encerra um ciclo de seis meses de liberações semanais. O projeto, iniciado em agosto de 2025, completou 52 solturas dos chamados wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, com o objetivo de impactar a transmissão de arboviroses como a dengue. A iniciativa é uma ferramenta complementar às demais ações de saúde pública.
Entenda como funciona o método wolbachia
O método wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que possuem uma bactéria natural, encontrada em cerca de metade das espécies de insetos, como abelhas e borboletas. Essa bactéria, ao ser introduzida na população de mosquitos local, atua como um bloqueador, impedindo que os vírus da dengue, Zika e chikungunya se desenvolvam dentro do inseto. Com o tempo e a reprodução entre os mosquitos com e sem a bactéria, a tendência é que a maior parte da população de Aedes aegypti passe a carregar a Wolbachia, diminuindo a capacidade de transmissão de doenças para humanos.
O monitoramento contínuo do método wolbachia
Com o fim do período de solturas, o trabalho de acompanhamento continua para avaliar a eficácia da estratégia. A Vigilância Ambiental seguirá monitorando a presença da bactéria nos mosquitos por meio de armadilhas específicas. David Cruz, diretor da Vigilância Ambiental, detalha o processo. “Esse controle é realizado por meio de uma armadilha que a gente chama de ovitrampa, um equipamento de pesquisa em que é coletado a cada 15 dias ovos dessa armadilha e é mandado para análise do nosso laboratório. Após a análise, também é enviado uma fração dessas análises para Fiocruz para que eles analisem se essas amostras têm ou não a bactéria Wolbachia. Após todo esse resultado, nós iremos avaliar se há ou não a necessidade de novas solturas, sempre priorizando critérios técnicos e a segurança da nossa população”.
Resultados e futuro do método wolbachia
O balanço oficial com o impacto do método wolbachia na transmissão de doenças em Balneário Camboriú é esperado dentro de dois a três anos. A tecnologia é conduzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No ano de 2025, a cidade registrou uma redução de 89% nos casos positivos de dengue, sem óbitos confirmados pela doença, período em que diversas ações de enfrentamento ao mosquito foram realizadas, como mutirões e aplicações em pontos estratégicos. O método é uma ação complementar a essas outras estratégias.
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