
Os pernambucanos e recifenses serão contemplados no próximo dia 26 com o lançamento do ‘Livro do Nordeste II’. A publicação, já considerada histórica, tanto pelo tema como pela relevância dos seus autores, comemora e homenageia ao mesmo tempo os 200 anos do jornal Diário de Pernambuco e o ‘Livro do Nordeste I’, de Gilberto Freyre. Foi organizada pelo diplomata e historiador André Heráclio do Rêgo e pelo jornalista e arqueólogo Múcio Aguiar
Legado permanente
Em 1925, por ocasião do primeiro centenário do Diário de Pernambuco, decidiu-se que as respectivas comemorações não se limitassem a festas, banquetes e exposições, mas que deixassem um legado permanente. Um livro que, como notou Edson Nery da Fonseca, foi a primeira obra pluridisciplinar e transregional publicada no Brasil. Tratava-se do ‘Livro do Nordeste’, coletânea de artigos de alguns dos mais representativos intelectuais da época, não somente de Pernambuco, reunidos sob a batuta do jovem Gilberto Freyre.
Mauro Mota observou, anos depois, que esse livro teria sido o “manifesto a priori” do movimento regionalista. Para Oliveira Lima, um dos seus ilustres colaboradores, era o Livro do Nordeste “um repositório suculento de informações de todo o gênero acerca do século abrangido pela atividade” do Diário de Pernambuco, no qual se encontrava “o perfume da tradição de que soube impregná-lo o seu organizador, o senhor Gilberto Freyre”.
Reconstituição
Essas são apreciações relativas ao Livro do Nordeste de 1925, mas que se podem aplicar à maravilha à presente edição do Livro do Nordeste II, de 2025. E isso porque o presente volume nada mais é do que uma tentativa de reconstituição da trajetória do Diário de Pernambuco nos seus 200 anos – nos 100 anos tratados pelo primeiro Livro do Nordeste, mas sobretudo nos 100 anos que vão de 1925 a 2025.
E para tanto buscou-se, a exemplo e em emulação do próprio Gilberto Freyre, textos de intelectuais renomados e representativos, não somente de Pernambuco, mas também do Brasil e inclusive de Portugal, que propiciassem o aggiornamento daquela edição histórica de 1925.
Três entidades
O Livro do Nordeste II também é uma homenagem ao primeiro Livro do Nordeste, ao seu organizador e aos seus autores. Nesse sentido, o presente volume gira em torno de três “entidades”, que o perpassam em quase todos os seus textos, e a quem ele é dedicado.
Em primeiro lugar, o Diário de Pernambuco, órgão de imprensa mais antigo em circulação no hemisfério sul e nos países de língua portuguesa, que este ano comemora o seu bicentenário. Em segundo lugar, Gilberto Freyre, o mestre de Apipucos, que dispensa apresentações, e que comemora os seus 125 anos. E em terceiro, last but not least, o Nordeste, conceito cuja primeira consagração talvez tenha sido a provocada pelo livro que leva seu nome, e que hoje em dia é a expressão dos anseios de uma das regiões mais essencialmente brasileiras, aquela na qual a própria brasilidade nasceu.
É em torno dessas três entidades, e desses três eixos, que o nosso livro gira, com umas poucas incursões internacionalistas, ao longo de vinte ensaios — um para cada dez anos da trajetória do Diário — escritos por gente que entende dos respectivos temas. E, por isso mesmo, o livro se inicia com o artigo “O centenário de um diário americano”, de Manuel de Oliveira Lima, o único que não foi originalmente escrito para a presente ocasião, pois foi publicado no jornal argentino La Prensa, em 28 de fevereiro de 1926.
Como se trata de artigo com um profundo perfume de ineditismo, pois que aparentemente jazia esquecido nas hemerotecas há quase cem anos, pode ser considerado um quase original. Trata-se do resumo e comentário do próprio Livro do Nordeste, publicado na forma de artigo laudatório de Oliveira Lima ao centenário do Diário de Pernambuco, em que ele destaca os artigos do mestre português Fidelino de Figueiredo, seu grande amigo, sobre a língua portuguesa e sobre a cooperação entre Brasil e Portugal, e o de Gilberto Freyre, seu “quase” discípulo, sobre a vida social no Nordeste, em que o futuro mestre de Apipucos avança algumas das ideias seminais de sua obra.
Espaço de liberdade
Outro segredo da juventude centenária, agora bicentenária, do Diário de Pernambuco é revelado por Margarida Cantarelli no segundo ensaio desta coletânea, intitulado “Diário de Pernambuco: um jornal como espaço de liberdade”.
O tema da liberdade é enfatizado também no terceiro artigo da coletânea, de autoria de Marcos Galindo, intitulado “O Diário de Pernambuco: um legado e sua relevância histórica”. Com efeito, o Diário, embora nascido como simples jornal de anúncios, cedo passou a se preocupar com os ideais de liberdade; foi assim que realizou cobertura ampla da Revolução Praieira, em 1848 e 1849, e, desde a década de 1850 declarou-se antiescravista.
O quarto ensaio, é intitulado “Um século de jornalismo em Pernambuco”, de autoria de Múcio Aguiar. Trata-se de texto que retoma o artigo “Um século de jornalismo em Pernambuco”, de Manuel Caetano, publicado no Livro do Nordeste de 1925, e que defende a salvaguarda do legado cultural e histórico de periódicos com mais de cem anos de circulação impressa em Portugal e no Brasil, do qual a joia da coroa é o Diário de Pernambuco, mais antigo em circulação contínua, voltamos a afirmar, no hemisfério sul e em países de língua portuguesa. Ele se soma a 54 outros jornais de Portugal e do Brasil com essa característica.
Patrimônio nacional
Outra singularidade relativa ao Diário é a de que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o acervo de um órgão de imprensa, o próprio, como patrimônio nacional, estadual e municipal. Essa entidade tão múltipla é, desse modo, o jornal que mais representa a identidade pernambucana, mas sem deixar de pôr em relevo o Nordeste e destacar o Brasil. Não se trata apenas de um periódico, mas de um conjunto de obras literárias e sociais que contam a História e a evolução de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, constituindo, para alguns — como de resto o jornalismo como um todo —, a maior escola literária do Brasil.
O quinto artigo da coletânea, de autoria de Mario Helio Gomes, é intitulado “Um século de vida literária em Pernambuco”, que retoma, em alguma medida, o artigo da edição de 1925, com o mesmo título, de autoria de França Pereira. Em interessante ensaio que se propõe a fazer uma História literária sem mencionar os seus personagens, o autor comenta que, em 1925, ano do primeiro Livro do Nordeste, a vida literária em Pernambuco girava em torno de um debate entre os velhos e os novos; e que os mais modernos e inovadores poderiam então ser taxados de reacionários e passadistas, porque fixavam-se com gosto nos valores clássicos, tradicionais e regionais.
Suplemento literário
O tema da importância do Diário na divulgação da vida literária pernambucana tem continuidade no sexto ensaio da coletânea, dedicado ao “Suplemento literário do Diário de Pernambuco”, de autoria de Marcus Prado. Nele se trata do Suplemento Literário, também chamado Panorama Literário, que foi a primeira iniciativa, na imprensa diária do Brasil, de suplemento dedicado à literatura, por iniciativa de Assis Chateaubriand e a cargo inicialmente de Aníbal Fernandes, no início da década de 1940.
Neste suplemento concentravam-se, em um só caderno, contribuições que apareciam dispersas em outros jornais do grupo de Chateaubriand, de gente como Tristão de Ataíde, Sérgio Milliet, Lúcia Miguel Pereira, Otto Maria Carpeaux, Gilberto Amado e Gilberto Freyre. A segunda fase do suplemento, que durou de 1947 a 1959, esteve a cargo de Mauro Mota, Tadeu Rocha e Édson Régis, e se concentrou na valorização da gente local e no incentivo aos novos talentos, contando com artigos de João Cabral de Melo Neto, Jorge de Lima, Ariano Suassuna, Joaquim Cardozo, Aloísio Magalhães, Evaldo Cabral de Mello, Barbosa Lima Sobrinho, Lêdo Ivo, Austregésilo de Athayde e Raquel de Queiroz, entre outros. E a terceira e última fase iniciou-se em 1962, sob a liderança de César Leal, e com foco em notícias de livros e em questões culturais da atualidade.
“Mãos gigantes”
O sétimo ensaio, de autoria de Marcelo Arruda Firmo da Silva, e que se intitula “Memórias de mãos gigantes”. O autor trata na verdade de dois personagens: de Gilberto Freyre visto por um seu grande intérprete, Edson Nery da Fonseca, ligados os dois à cultura universal, mas absolutamente integrados e radicados no Brasil. No olhar de Nery, Freyre possuía todo um conhecimento e uma amplitude de visão capazes de influenciar e de exercer carisma e sedução sobre vários artistas e intelectuais, a começar pelo próprio Edson Nery. Influência, diga-se de passagem, salutar, exercida por meio do dom da amizade, nos seus contemporâneos, entre os quais, além de Freyre, destacam-se José Lins do Rêgo e Jorge Amado, entre outros.
O mestre de Apipucos, em suas relações com o jornalismo e sobretudo com o Diário de Pernambuco, é também o tema do oitavo ensaio, de autoria de André Heráclio do Rêgo e intitulado “Gilberto Freyre e o Diário de Pernambuco”.
Nesse sentido, ele sempre fez o elogio da leitura de jornais, não só os do dia, mas também os antigos, no que era uma declaração de afeto, mas sobretudo a expressão dos seus sentimentos a respeito do jornalismo sob uma dupla perspectiva, a de produtor de material jornalístico e a de pesquisador desse mesmo material.
Relação intensa
O relacionamento do mestre de Apipucos com o Diário de Pernambuco era tão intenso quanto a sua relação com a sua cidade natal, o Recife, e com a sua vizinha, Olinda, tema do nono ensaio da coletânea, também de autoria de André Heráclio do Rêgo e intitulado “Gilberto Freyre, o Recife e Olinda nas páginas do Diário de Pernambuco”. Com efeito, o escritor e poeta pernambucano Mauro Mota certa feita comentou que não haveria “uma relação mais íntima entre um homem e uma cidade como esta, entre Gilberto Freyre e o Recife”.
O décimo ensaio tem por tema também Gilberto Freyre, desta feita na companhia de outro ícone da cultura brasileira, e se intitula “Dois personagens na cultura brasileira: Gilberto Freyre e Ariano Suassuna”. Seu autor, ademais dos méritos próprios, credencia-se para a tarefa por questões genealógicas.
Trata-se de Gilberto Freyre Neto, neto do outro Gilberto, como é óbvio, mas também sobrinho, e não é todo mundo que o sabe, de Ariano Suassuna. O neto e sobrinho escreve sobre dois dos maiores personagens que o Nordeste já ofereceu ao Brasil: o avô dedicado à civilização do açúcar, o tio à civilização do couro e à pecuária. Cada um deles criou seu próprio imaginário e sua própria mitologia. Gilberto Freyre e Ariano Suassuna são opostos complementares que nos explicam, dois cavaleiros andantes que tornam o Recife a mais cervantina das cidades brasileiras.
Valores nacionais
O décimo primeiro artigo, de autoria de Lincoln de Abreu Penna, trata de outro grande personagem, também jornalista, Barbosa Lima Sobrinho, e se intitula “O vigor das convicções: Barbosa Lima Sobrinho, um nacionalista”. Trata deste ardoroso nacionalista, entusiasta da defesa dos recursos e valores nacionais e do regime republicano; um “repúblico”, aquele que só deseja o bem público, cuja trincheira jornalística de décadas foi o Jornal do Brasil.
“Um século de relações internacionais”, sob a responsabilidade do historiador e diplomata Manuel de Oliveira Lima. Com esse mesmo título, a que se acresceu a expressão “1925–2025”, a presente edição apresenta o artigo do também diplomata e cientista social Paulo Roberto de Almeida.
Com efeito, cem anos depois da avaliação positiva de Oliveira Lima sobre a diplomacia do Império e a do início da República, as fronteiras já não constituem um problema diplomático: os problemas atuais são outros, sobretudo no que concerne ao recuo do multilateralismo instaurado pela ONU em 1945. Sob o aspecto regional, a diplomacia brasileira da atualidade não pretende sustentar qualquer hegemonia no Prata, mas promover e liderar a formação de um espaço econômico integrado na América do Sul. Entre 1925 e 2025 o Brasil venceu o atraso agrícola e se industrializou, mas recentemente voltou à condição primordial de produtor de commodities, ainda que com grande modernização.
Cooperação para o desenvolvimento
O ensaio seguinte, de autoria de João Palmeiro, e intitulado “Memória do mundo”, retoma de certa forma o artigo de 1925 do também português Fidelino de Figueiredo sobre “Um século de relações luso-brasileiras”; mas coloca uma certa ênfase na questão do Nordeste como plataforma maior da cooperação para o desenvolvimento, sustentado numa língua única e flexível.
Nesse sentido, a cooperação cultural entre Portugal e Brasil no século XX girou em torno da língua portuguesa, que Camões contribuiu para que se tornasse uma estrutura global, promotora do desenvolvimento e do bem-estar econômico, e cujo papel digital revela-se uma ferramenta eficaz na promoção de negócios, no desenvolvimento científico e na inovação.
Só a cooperação cultural pode sustentar a continuidade e o crescimento da língua portuguesa, que se expande não somente pelo crescimento demográfico, mas também pelo aperfeiçoamento contínuo de dispositivos tecnológicos e de conteúdos virtuais. Tem assim a possibilidade de evoluir para uma efetiva língua de comunicação global, o que constitui uma grande oportunidade para a cooperação luso-brasileira nos seus vários setores.
Dom Pedro II
O décimo quarto ensaio, de autoria de Paulo Henrique Fontes Cadena e intitulado “O Nordeste de Dom Pedro II” retoma um dos três eixos fundamentais desta coletânea e soma, aos dois primeiros, o Diário de Pernambuco e Gilberto Freyre, o terceiro, relativo ao Nordeste.
O tema do Nordeste continua no ensaio seguinte, o décimo quinto, de autoria de José Nivaldo Junior e intitulado “1925–2025 — um século de política no Nordeste”, que narra circunstanciadamente a evolução política nordestina desde o fim da República Velha até a atualidade, bem como faz prognósticos para o futuro.
Santos do Nordeste
O décimo sexto ensaio, de autoria de Carlos André Silva de Moura, trata de outro aspecto da nordestinidade: o dos santos do Nordeste, tais como descritos nas páginas do Diário de Pernambuco. Nesse sentido, Gilberto Freyre demonstrou a importância da aproximação entre as religiões e a cultura na sociedade brasileira, especialmente no caso do catolicismo, que foi o cimento de nossa unidade. A proposta do artigo é analisar a presença de “santos” no Diário de Pernambuco, não só os oficialmente reconhecidos pela Igreja Católica, mas também aqueles legitimados pela voz popular.
Os santos do Nordeste, escolhidos pela legitimidade dos fiéis, com a bênção ou não da Igreja Católica, são os seguintes: padre Inácio da Silva Rolim, padre José Antônio Maria Ibiapina, frei Caetano de Messina, dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira, padre Cícero Romão Batista, Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, frei Damião de Bozzano, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes — a santa Dulce dos Pobres —, irmã Adélia Teixeira de Carvalho, Benigna Cândida da Silva e dom Hélder Câmara.
Todos eles são personagens que foram sacralizados pelos fiéis sem os procedimentos formais ou antes da conclusão de um processo de beatificação e canonização conduzido pela hierarquia da Igreja Católica, por representarem um modelo de catolicismo adequado ao espaço em que viviam.
Além desses, foram sacralizados e adquiriram fama de santidade indivíduos que sofreram mortes trágicas, ou seja, mártires, como Alfredinho, Helena, a moça do quilômetro setenta, a Menina Sem Nome etc.
Uma das explicações para esse fenômeno indica que o Brasil, por não ter tido por muito tempo um santo para chamar de seu, estabelecido pela Igreja Católica, viu essa função ser preenchida por devoções oriundas do povo, como explica o Diário de 5 de novembro de 1973. Tais devoções devem ser compreendidas a partir dos aspectos históricos, sociais, econômicos e de representação da cultura.
Secas e desertificação
O décimo sétimo ensaio, de autoria de Gustavo Maia Gomes e intitulado “Secas e desertificação”, também tem o Nordeste como pano de fundo e retoma, de certa forma, o artigo de 1925 intitulado “As secas do Nordeste (1825–1925)”, de autoria de Tomás Pompeu Sobrinho. Num texto irônico e interessante, o autor se propõe a analisar a seca e, em menor medida, a desertificação do Nordeste a partir das páginas do Diário de Pernambuco. Nesse contexto, a 17 primeira menção à seca como substantivo ocorreu em 1845, na condição de estiagem prolongada causando fome e morte de gente e de gado e destruição de lavouras.
Sabores nordestinos
O ensaio seguinte, denominado “Sabores do Nordeste” e de autoria de Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, propicia-nos uma viagem pelo Nordeste e seus sabores. Mas, antes disso, a autora nos informa que, para Gilberto Freyre, a arte da cozinha é a mais brasileira das nossas artes, aquela que mais revela o gênio da raça, como dizia Eça de Queirós. E que Lévi-Strauss definiu o grau de civilização dos povos a partir dos hábitos alimentares — do cru para o cozido.
Segundo ela, o alimento se converte em linguagem e ganha um valor próprio, como parte da memória social. É nesse contexto que se inserem os sabores do Agreste, do Sertão e da Zona da Mata. Os dois primeiros, semelhantes. O terceiro, diferente, tendo por base o açúcar. Observe–se, sobre esta última macrorregião, que nas casas-grandes dos engenhos surgiu uma das mais importantes doçarias do mundo, pela comunicação entre o cristal do açúcar, o sabor selvagem das frutas tropicais e o alimento básico dos índios, a mandioca.
Novos mascates
O décimo nono artigo, de autoria de Bernardo Peixoto e intitulado “Os novos mascates”, retoma em certa medida o artigo de Samuel Hardman para o Livro do Nordeste de 1925, com o título “Cem anos de agricultura e pecuária no Nordeste”. Trata-se de amplo estudo sobre a evolução econômica nordestina entre 1925 e 2025, com ênfase no setor terciário, que é o constituído pelos “novos mascates”.
Com efeito, os comerciantes do Nordeste sempre foram protagonistas, desde a Guerra dos Mascates e a Sabinada, mas o setor terciário somente assumiu o papel preponderante no Nordeste como resposta à decadência da indústria e da agropecuária. E isso porque o Nordeste sempre soube reinventar-se, principalmente neste setor terciário, o do comércio e serviços, que adquiriram no correr dos anos um peso cada vez maior.
Hub logístico
A coletânea se encerra com o vigésimo ensaio, de autoria de Thales Cavalcanti Castro e Maria Vitoria Claudino e dedicado ao “Complexo Industrial Portuário de Suape: o hub logístico do Nordeste brasileiro”. Esse complexo é o porto público mais estratégico do Nordeste, e está 18 entre os dez portos públicos do Brasil com melhores opções de comércio marítimo e maior representatividade comercial.
É o sexto atracadouro que mais movimenta carga no Brasil e possui uma infraestrutura diferenciada, moderna e diversificada. Contribui para o crescimento econômico de Pernambuco, mas também da região e do Brasil.
Tema importante nesse sentido é o da internacionalização dos negócios, fundamental para o fortalecimento da economia pernambucana, para a promoção de benefícios sociais e comerciais para a população, para a modernização da infraestrutura e para a garantia do desenvolvimento sustentável da região.
SERVIÇO:
Livro do Nordeste II
Lançamento dia 26/03/2026 – às 19 horas
Local: Associação da Imprensa de Pernambuco
Av. Conde da Boa Vista 1424 – Boa Vista, Recife
Valor R$ 150,00
Informações: 3090-3431
E-mail: aip@aip.org.br

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