Durante evento, Ministério também detalhou medidas para desenvolvimento tecnológico nacional na área da saúde
Nesta quinta-feira (26), o Ministério da Saúde detalhou as instituições de pesquisa do primeiro Centro de Competência em RNA do país. Foram selecionadas a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan e o Centro de Vacinas (CT Vacinas), da Universidade de Minas Gerais. A iniciativa faz parte de uma série de investimentos do governo para o desenvolvimento tecnológico nacional em saúde.
O Centro de Competência Embrapii em Vacinas e Terapias em RNA contará com R$60 milhões e será coordenado pelo CT Vacinas, da UFMG. Além disso, R$160 milhões foram direcionados a projetos de desenvolvimento e inovação local (PDIL) no mesmo núcleo. A expectativa é que a estrutura movimente o ecossistema de pesquisa e inovação, com formação e capacitação de pessoal, associação com empresas, criação e atração de startups.
“Vacinas de RNAm são uma grande fronteira tecnológica. Essa plataforma pode ser usada não apenas para vírus, mas novas epidemias que eventualmente possam surgir”, comentou Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) ao falar sobre o tópico, em evento no Rio de Janeiro. A tecnologia também pode ser empregada para vacinas terapêuticas contra o câncer. Para ela, a aposta do governo brasileiro é no desenvolvimento dessas competências produtivas para atender as demandas no SUS no futuro.
Além disso, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), parceira do Ministério nessas frentes, anunciou a ampliação de sua rede de inovação em saúde no país. Cerca de R$30 milhões serão investidos nesse projeto, que envolve o credenciamento de seis novas unidades. São elas: o Laboratório Integrado para Inovação Farmacêutica da Universidade Federal de Goiás, o Núcleo de Inovação do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (InovaHC), o Hospital Albert Einstein, além do Centro de Pesquisa e Inovação em Biofármacos da Universidade Federal do Paraná, e dois centros das universidades federal e estadual do Ceará. As unidades desenvolverão projetos em parceria com empresas industriais, atuando em estágios intermediários de maturidade tecnológica, ou seja, quando as soluções deixam o ambiente acadêmico e avançam para teste, validação e aplicação no mercado.
Durante a abertura do evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil conta com uma estratégia focada em reconstruir e fortalecer a base produtiva e tecnológica do país, articulando ciência, indústria e políticas públicas. “Não tem sistema de saúde forte sem capacidade produtiva”, pontuou. Segundo ele, as cooperações anunciadas são conexões para resultados concretos para gerar inovação que chegue até as pessoas, principalmente as mais vulneráveis. Reiterou a importância das colaborações internacionais e disse que o país está aberto ao diálogo e cooperação com outros países.
O Ministério também trouxe atualizações sobre outros projetos que avançaram nesta semana, entre eles, a assinatura de Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e a Merck Sharp & Dohme para transferência de tecnologia do medicamento Pembrolizumabe. O contrato visa a produção 100% nacional do medicamento, que é utilizado para tratamento de câncer e possui um elevado custo e complexidade tecnológica. “É uma oportunidade de gerar o produto no Brasil, com menor custo, tornando-o acessível a milhares de pessoas com câncer”, afirmou Rui Cury, diretor substituto do Instituto Butantan.
Nesta semana, foi entregue o primeiro lote de Insumo Farmacêutico Ativo para a produção do Tacromilo, um medicamento imunossupressor e imunomodulador utilizado por pacientes transplantados para prevenir a rejeição do transplante. O produto é fruto de PDP entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz, com a farmacêutica Libbs que, agora, dá a capacidade do país produzir o insumo.
Para o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, hoje o Brasil possui um Complexo Econômico Industrial da Saúde em pleno desenvolvimento, apresentando um grande avanço nos últimos anos, mas ainda com desafios diante da demanda do SUS. Segundo ele, o momento é uma oportunidade do país e de colaborações internacionais para produção e inovação local. “Há espaço para bons negócios e para boas políticas públicas que levem dignidade à população do mundo”, pontua.
Além dessas frentes, o Ministério da Saúde também possui um novo Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para construção das bases da primeira Encomenda Tecnológica (ETEC) em áreas temáticas de doenças e populações negligenciadas, como a tuberculose. O lançamento de chamada está previsto ainda para 2026. A iniciativa visa atender os desafios do SUS. “Queremos desenvolver isso como um instrumento importante de política pública a ser usado mais frequentemente pelo Ministério da Saúde”, aponta Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE).
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