• Médicos podem usar IA? • Transparência nas emendas parlamentares • Fiocruz no Baixo Tapajós • E MAIS: gripe suína; ciência haitiana; déficit de trabalhadores da saúde; doenças raras •

Na sexta-feira (27), o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou sua primeira norma para o uso de Inteligência Artificial por médicos. A resolução (disponível aqui) autoriza os profissionais da área a utilizarem ferramentas de IA, mas apenas como “instrumento de apoio à prática médica” e devendo registrar a utilização no prontuário. O regramento também prevê que o médico “permanece integralmente responsável” pelos atos praticados, mesmo que sugeridos pelo dispositivo tecnológico, e ainda deve cumprir o Código de Ética Médica.
A norma também indica que o paciente “tem o direito de ser informado” sobre o uso da IA como apoio pelo médico, contando inclusive com o direito à “recusa informada” da utilização desses modelos. Os profissionais também estão vedados de delegar à Inteligência Artificial a comunicação de diagnósticos ou decisões terapêuticas aos pacientes.
Emendas na saúde: o debate da transparência
É possível tornar a destinação de emendas parlamentares na saúde um processo transparente? De acordo com o Jota, na quinta-feira (26/2), o Ministério da Saúde apresentou a autoridades estaduais e municipais uma portaria que “define procedimentos para a execução de recursos” oriundos de emendas no SUS, bem como um sistema digital que buscará aumentar a rastreabilidade dos repasses. As propostas de investimento deverão ser registradas na ferramenta.
O veículo afirma que houve críticas ao modelo de partilha proposto. As falas de dirigentes sugerem resignação com a continuidade da existência das emendas. “Infelizmente não temos como acabar com essa aberração que sequestra o orçamento da saúde. Resta-nos pactuar da melhor forma possível, em uma estratégia de redução de danos”, afirmou o presidente do Conasems. Por sua vez, o secretário-executivo do MS, Adriano Massuda, disse que as autoridades trabalham “para dar transparência técnica, ‘fazer do limão uma limonada’ e garantir o melhor uso possível dos recursos”.
Saúde e sustentabilidade nas comunidades do Baixo Tapajós
Uma reportagem da Revista Radis acompanhou uma expedição de pesquisadores da Fiocruz e representantes de organizações não governamentais ao estado do Pará que visitou “experiências comunitárias que articulam inovação tecnológica, saberes tradicionais, saúde pública e preservação ambiental” na região do Baixo Tapajós.
As numerosas comunidades ribeirinhas do local, atingidas por doenças evitáveis e contaminação de alimentos, passaram por importantes mudanças após a instalação de sistemas de captação e armazenamento de água potável – uma “verdadeira revolução” para a saúde, segundo moradores – e a implementação de projetos de desenvolvimento sustentável.
Recentemente, o Governo Federal inaugurou no local a UBS da Floresta, uma nova experiência na atenção primária. Estas também são as comunidades que lutaram vitoriosamente pela revogação do Decreto nº 12.600/2025, medida presidencial que incluía três rios locais no Programa Nacional de Desestatização com vistas à criação de hidrovias para atender às demandas do agronegócio.
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Gripe suína na Espanha
Na sexta (27), a Espanha notificou sobre um possível caso de transmissão de pessoa para pessoa da gripe suína, doença que causou milhões de infecções no mundo durante um surto global em 2009. Entenda os possíveis (ainda baixos) riscos de uma nova pandemia.
Fazer ciência no Haiti
Em entrevista à Science, o recém-indicado chefe da agência haitiana de fomento à pesquisa, o engenheiro ambiental Evens Emmanuel, falou sobre os desafios de seu posto e seu objetivo de garantir 1% do orçamento público para a ciência. Leia a conversa.
Balanço da saúde nas Américas
O sanitarista brasileiro Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, afirmou ao podcast da instituição que o crescente déficit de trabalhadores da saúde e a necessidade de maior financiamento estão entre os desafios do setor nas Américas. Escute.
O SUS e as doenças raras
O Ministério da Saúde anunciou na quarta (26) que o SUS passará a contar com uma nova plataforma de sequenciamento de DNA, que permitirá reduzir o tempo de diagnóstico de doenças raras. Saiba mais.
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