O Governo de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (2), a vacinação contra a chikungunya no município de Mirassol, na região de São José do Rio Preto. O projeto marca o início da imunização no Brasil utilizando a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
Nesta primeira etapa, o imunizante será aplicado de forma estratégica em 10 municípios de quatro estados, selecionados pelo Ministério da Saúde com base em critérios epidemiológicos, tamanho populacional e viabilidade operacional para a introdução da vacina a curto prazo.
Mirassol foi uma das cidades escolhidas devido ao aumento dos casos da doença no município. Em 2024, foram registrados 833 casos prováveis de chikungunya, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.
A vacinação gratuita será realizada nas unidades de saúde do município e vai atender pessoas com idades entre 18 e 59 anos.
O imunizante contra a chikungunya foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025 e já possui autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia.
A segurança e a capacidade da vacina de induzir a produção de anticorpos foram comprovadas em estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos. As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa, incluindo pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com hipersensibilidade a componentes da vacina.
Para avaliar a efetividade do imunizante, o Instituto Butantan fará o acompanhamento dos casos de chikungunya nos municípios participantes, comparando os dados entre pessoas vacinadas e não vacinadas.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e da zika. Os principais sintomas incluem febre alta de início súbito e dores intensas nas articulações, que podem se tornar crônicas e persistir por meses ou anos. Não há tratamento antiviral específico, e o cuidado é baseado em repouso, hidratação e uso de analgésicos e antitérmicos.
Em 2025, foram registrados 7.733 casos de chikungunya e sete óbitos no Estado de São Paulo. Já neste ano, até 29 de janeiro, foram contabilizados 29 casos e nenhum óbito.
*Sob supervisão de Pedro Osorio
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