Minas Gerais vai receber um reforço na estrutura de coleta, processamento e armazenamento de sangue. O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (28/11), um investimento de R$ 11,7 milhões para modernizar a hemorrede mineira, com a entrega de 85 novos equipamentos de alta tecnologia destinados ao aumento da capacidade de produção de plasma, matéria-prima essencial para medicamentos usados por hemofílicos, pacientes imunossuprimidos e pessoas que passam por grandes cirurgias.
Ao todo, sete municípios serão contemplados: Belo Horizonte, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Poços de Caldas, Uberaba e Uberlândia. A medida faz parte de um pacote nacional que totaliza R$ 116 milhões e prevê a entrega de 604 equipamentos em 22 estados, com recursos do Novo PAC Saúde. O objetivo é reduzir a dependência do Brasil em relação à importação de hemoderivados — medicamentos produzidos a partir do plasma.
Segundo o Ministério da Saúde, o reforço na infraestrutura deve permitir um aumento inicial de 30% no aproveitamento do plasma, reduzindo gastos e ampliando a oferta para o SUS. A estimativa da pasta é economizar R$ 260 milhões por ano com a diminuição das compras internacionais.
Equipamentos vão garantir mais qualidade e segurança
Os hemocentros mineiros receberão blast-freezers, ultrafreezers e freezers de conservação rápida, capazes de congelar o plasma a temperaturas próximas de –30°C, condição necessária para preservar proteínas usadas na produção de imunoglobulinas, albumina e fatores de coagulação.
A tecnologia é fundamental para abastecer a nova fábrica da Hemobrás, inaugurada em 2025, que deve alcançar sua capacidade plena e processar até 500 mil litros de plasma por ano.
Produção nacional avança, mas depende das doações de sangue
A ampliação da infraestrutura ocorre durante a Semana Nacional do Doador de Sangue. Em 2024, o Brasil coletou 3,3 milhões de bolsas — o equivalente a 1,6% da população.
Apesar disso, apenas 13% do plasma coletado é usado diretamente em transfusões; os outros 87% podem ser destinados à produção de medicamentos, desde que armazenados com tecnologia adequada. Sem equipamentos modernos, boa parte desse material se perde.
Segurança transfusional como referência internacional
O anúncio também reforçou a importância da Rede NAT, que integra a hemorrede pública e realiza testes moleculares capazes de identificar infecções como HIV, hepatite B, hepatite C e malária antes mesmo de o organismo produzir anticorpos. O Brasil é o único país com aplicação 100% nacional desse tipo de triagem em toda a rede pública.
Todos os anos, cerca de 3,5 milhões de amostras passam pelos testes, considerados um dos padrões mais seguros do mundo.
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