Em sua quarta edição, o Congresso E-Vigilância reuniu cerca de 300 pesquisadores, gestores públicos e profissionais de saúde do Brasil e da América Latina na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, entre 25 e 27 de novembro. O evento é uma referência nacional para temas relacionados à ciência de dados e vigilância epidemiológica e este ano contou com o apoio e organização da equipe da The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC) e outros parceiros.

“Ciência de dados na vigilância epidemiológica: para quê e para quem?”
Com esta pergunta, o E-Vigilância 2025 trouxe para os participantes um debate sobre o papel da ciência de dados diante dos desafios da preparação e da resposta em um contexto de mudanças climáticas, ambientais e sociais cada vez mais imprevisíveis.
A programação teve nove mesas temáticas e duas sessões de pôsteres ao longo dos três dias de atividades. Os debates abordaram sistemas de alerta precoce, integração de bases de dados, vigilância ambiental, inteligência artificial, formação em ciência de dados, uso de dados online e experiências municipais aplicadas em diferentes territórios brasileiros. Temas relacionados a clima e saúde, metodologias de análise de risco e aspectos éticos da IA também foram discutidos no congresso.
Evolução da vigilância digital no Brasil
A coordenadora científica do E-Vigilância 2025 e pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Claudia Codeço, celebrou a diversidade do público e a maturidade alcançada. “Foi extremamente gratificante ver pesquisadores, gestores estaduais e municipais e estudantes de diferentes formações discutindo o uso de ciência de dados para vigilância. Tivemos várias apresentações de aplicações reais, mostrando o quanto a área evoluiu”, afirmou.
Codeço destacou o alcance nacional do congresso: “Vieram participantes de todos os lugares, do Norte ao Sul do país. A conferência internacional da Rachel Lowe trouxe o cenário global para dentro da nossa discussão, refletindo sobre os impactos das mudanças climáticas no futuro da saúde.”
Integração latino-americana no E-Vigilância
O coordenador da The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC) na Fiocruz, Antonio Pacheco, destacou o amadurecimento do debate. “É um evento muito relevante para nossa área, especialmente porque coloca a ciência de dados no centro da vigilância epidemiológica. O envolvimento da TGHN LAC fortalece oportunidades de colaboração e networking entre pesquisadores e estudantes”, disse.
Investigadora Principal da TGHN LAC na Colômbia, a pesquisadora da Universidad del Valle, Lyda Osorio, foi uma das palestrantes internacionais do congresso. Em sua fala, abordou desafios pedagógicos no uso de diagramas de controle. “É fundamental compreender que o diagrama de controle não é apenas um gráfico, mas o resultado de um processo analítico rigoroso. A formação deve incentivar a autonomia dos profissionais na tomada de decisão e na comunicação de risco”, afirmou.

Compartilhamento de recursos como estratégia científica
A coordenadora de dados da TGHN LAC, Larissa Pruner, também participou como palestrante e reforçou a importância de disponibilizar recursos para outros pesquisadores. “Muitas vezes pensamos que um código ou tutorial é simples demais, mas esses materiais são fundamentais para que outros profissionais não precisem começar do zero”, disse.
Pruner apresentou resultados de uma pesquisa conduzida com centros da África, Ásia e América Latina sobre as habilidades essenciais para a prática de ciência de dados em saúde. O levantamento identificou competências necessárias ao longo do ciclo de vida da pesquisa, desde o planejamento até a comunicação de resultados. As recomendações incluem o desenvolvimento de currículos adaptáveis e o fortalecimento de polos regionais de capacitação.
Em sua quarta edição, o E-Vigilância reafirma o papel do Brasil na agenda de vigilância sanitária e ciência de dados, ao consolidar a colaboração técnica e científica na América Latina e no Caribe. O debate sobre problemas e soluções reais fortalece tanto a ciência quanto a formulação de políticas baseadas em evidências, unindo saberes para enfrentar desafios na interseção entre saúde, meio ambiente e questões sociais.
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