A ECA e a Fiocruz Brasília firmaram um convênio de cooperação que visa desenvolver ações conjuntas de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de políticas públicas em saúde e educomunicação. A parceria, com duração prevista de 60 meses (2025–2030), busca ampliar os estudos e práticas voltados à saúde coletiva, fortalecendo o diálogo entre comunicação, educação e cuidado.
Coordenado pelo professor Claudemir Edson Viana, do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), o convênio conta também com a participação de outros dois docentes do Departamento, Marciel Consani (vice-coordenador) e Thais Brianezi, além da pesquisadora Aline Guio Cavaca, líder do grupo de pesquisa Educação e Humanidades em Saúde da Fiocruz Brasília, e das pesquisadoras Mariella Silva de Oliveira-Costa, Luciana Sepúlveda Köptcke e Maria Fernanda Marques Fernandes.
“O objetivo central desta cooperação é consolidar o campo da educomunicação e da saúde coletiva no Brasil, promovendo o intercâmbio de conhecimentos, pesquisas, docentes e estudantes entre as duas instituições”, explica a professora Aline Guio Cavaca, da Fiocruz. O convênio formaliza uma parceria que já vinha se consolidando por meio da participação em bancas de mestrado, atividades de ensino, visitas técnicas e pesquisas conjuntas. Nesta nova fase, a proposta inclui a realização de eventos temáticos, uma disciplina eletiva conjunta e um curso voltado à interface entre comunicação e saúde pública. Até 2030, também estão previstas ações de intervenção comunicativa em São Paulo e em Brasília.

Em aula aberta realizada no ano passado para estudantes do curso de mestrado profissional em Políticas Públicas de Saúde, da Fiocruz Brasília, intitulada Comunicar saúde: desafios teóricos e práticos, o professor Claudemir Viana falou sobre a parceria e também sobre experiências anteriores na área, como o projeto Educom.Saúde.
Segundo o professor Claudemir, um dos principais desafios da comunicação em saúde pública é mobilizar as pessoas e promover mudanças de atitude. Para ele, a educomunicação tem grande potencial de transformação social por sua capacidade de envolver comunidades, valorizar saberes locais e promover práticas de cuidado com a saúde.
Estudo conduzido por uma equipe de pesquisa da ECA e da Fiocruz Brasília indica que a intersecção entre educomunicação e saúde coletiva tem se mostrado promissora, especialmente nas práticas de prevenção e promoção da saúde. Um levantamento de 28 estudos publicados entre 2009 e 2023 mapeou experiências educomunicativas que abordam temas como infecções sexualmente transmissíveis, câncer de mama, saúde bucal e mental, além de educação ambiental.
Nessas atividades, recursos como cordéis, jogos educativos, pinturas e peças teatrais são utilizados para aproximar profissionais das comunidades e estimular o diálogo. “As práticas educomunicativas se diferem de outras propostas preventivas, pois representam técnicas de comunicação educativa que mobilizam pessoas e instituições em torno de temas do cotidiano”, afirma a equipe de pesquisa.
O professor Claudemir destaca que a educomunicação representa uma mudança de paradigma, ao promover uma abordagem participativa que envolve as pessoas desde o início do processo, mobiliza a comunidade em torno de questões de saúde e prioriza a mediação humana e o cuidado. “Não é a tecnologia em si que garante um processo comunicativo, e sim princípios e práticas de convívio, de interação, de colaboração e de consideração dos vários saberes”. Para o docente do CCA, “essa é uma grande mudança de concepção de sociedade, de comunicação, comunidade, de educação.”
Com informações da Fiocruz.
Imagem de capa: reprodução/Youtube.
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