• Estudo sobre infecção hospitalar revela desigualdades • Novos investimentos para produção de vacinas no Instituto Butantan • E MAIS: mais cirurgias eletivas; covid longa em pauta; pesquisa sobre saúde mental; curso na Fiocruz •

Estudo da Universidade Federal de São Paulo revela desigualdade nas taxas de mortalidade por infecções em diferentes hospitais no SUS paulista. A análise envolveu mais de 30 milhões de internações por pneumonia, sepse e infecção urinária e mostrou que a taxa de letalidade varia conforme infraestrutura, acesso e capacidade de resposta dos serviços de saúde.
O estudo aponta que hospitais com menor infraestrutura e equipes mais sobrecarregadas concentram as maiores taxas de mortalidade, mesmo tratando os mesmos tipos de infecção. Segundo os pesquisadores, a diferença não se explica apenas pelo perfil dos pacientes, mas pela desigualdade na oferta de leitos, recursos diagnósticos e rapidez no início do tratamento. Os resultados reforçam que falhas estruturais do sistema influenciam diretamente as chances de sobrevivência dentro do próprio SUS.
Investimento no Butantan como resposta à política antivacina da direita
Com um novo investimento que chega a 1,8 bilhão de reais, o Instituto Butantan pretende expandir as unidades de produção de vacinas e soros. A quantia foi anunciada em um evento no Butantan nesta segunda-feira (9), com a presença do presidente Lula e do ministro Alexandre Padilha. Cerca de R$ 1,4 bilhão virá por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Outros 400 milhões são do próprio Butantan, sendo redirecionados para a expansão da infraestrutura.
Os principais setores a serem expandidos serão os de produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) e contra o HPV. Padilha reforçou a relevância de dominar a tecnologia de imunização com mRNA, e apontou a ação também como uma resposta a Trump, que tenta enterrar todo tipo de pesquisa deste tipo como consequência de sua política negacionista: “Estão perseguindo quem pesquisa vacina RNA mensageiro, cortaram os financiamentos, e o mundo está dando a resposta para isso”.
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Cirurgias eletivas
O SUS realizou, em 2025, pelo menos 14,7 milhões de cirurgias eletivas em todo o país, maior número registrado em um ano. O Ministério da Saúde atribui o aumento à nova tabela do Agora Tem Especialistas, que paga um valor maior do que a antiga tabela SUS. Entenda.
Condições pós-covid
Nova reportagem da Revista Radis conta a jornada de pacientes com a chamada covid longa. Desconhecimento das equipes de saúde sobre os efeitos pós-covid levam a diagnósticos errados anos após a pandemia. Leia a matéria completa.
Pesquisa Nacional de Saúde Mental
O Brasil dará início à Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil). Trata-se do primeiro grande estudo de base populacional voltado para conhecer a situação da saúde mental de pessoas adultas em todo o país. Saiba mais.
Saúde e crise climática
Fiocruz abre inscrições para curso de aperfeiçoamento em saúde, cidades e mudanças climáticas, que será ofertado na modalidade online de forma remota síncrona, com aulas às sextas-feiras, das 8h às 17h, entre 8 de maio e 2 de outubro de 2026. Confira mais informações.
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