
Todas as unidades da Federação, exceto Tocantins, mantêm sinal de crescimento no número de casos
Dados do Boletim Infogripe da Fiocruz, divulgadas nesta sexta-feira (13), mostram que os casos graves de infecção respiratória, conhecidos como síndrome respiratória aguda grave, ou simplesmente pela sigla SRAG, continuam em crescimento no Brasil.
Todas as unidades da Federação, exceto Tocantins, mantêm sinal de crescimento no número de casos, segundo o documento.
Entre os estados brasileiros com alta, 12 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, nas últimas semanas, até 7 de março: re, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Ceará e Sergipe.
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O cenário aponta ainda, que o número de casos de SRAG apresenta sinal de aumento nas tendências de longo (últimos três meses) e de curto prazo (últimas seis semanas).
A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, chama atenção que esse cenário tem sido impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações pelos rinovírus, VSR e I nfluenza A.
Estados e capitais
De acordo com a Fiocruz, o aumento dos casos de SRAG em grande parte dos estados citados tem sido impulsionado pelo rinovírus, principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
A influenza A também tem contribuído para o aumento de SRAG em muitos estados das regiões Norte (Amapá, Pará e Rondônia) e Nordeste (exceto Alagoas e Sergipe), além dos estados do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.
O VSR tem impulsionado o aumento dos casos de SRAG em crianças menores de 2 anos em alguns estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Centro-Oeste (Mato Grasso e Goiás) e Nordeste (Paraíba e Sergipe).
O boletim mostra também um leve aumento dos casos de SRAG por Covid-19 em alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, porém ainda em níveis baixos de incidência e sem impacto importante nas hospitalizações por SRAG nesses estados.
“O aumento do VSR nessas regiões já era esperado nesta época do ano. No entanto, o crescimento da influenza A está ocorrendo de forma bastante antecipada em muitos estados, já que o esperado seria verificar um aumento mais expressivo do vírus na maioria dos estados por volta de abril”, afirma Tatiana Portella.
A pesquisadora enfatiza que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados por esses vírus é a vacinação. A campanha de vacinação contra a influenza já começou na Região Norte.
“Também já está disponível no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, que protege o recém-nascido contra o vírus”, acrescenta Portella.
Uso de máscaras
A pesquisadora chama atenção também que a população dos estados que estão em alerta para casos de SRAG, o recomendado é usar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas.
“Também é importante que todos fiquem em isolamento em caso de aparecimento de sintomas gripais. Caso não seja possível manter o isolamento, é fundamental usar uma boa máscara ao sair de casa”, orienta.
Em relação às capitais, 15 das 27 apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).
São elas Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Manaus, Porto Velho, Recife e São Luís.
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