A Fiocruz foi oficialmente apresentada como secretaria executiva da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, iniciativa liderada pelo Ministério da Saúde do Brasil no âmbito do G20. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (28/ 11) durante a primeira reunião do grupo que debateu os termos de referência e os desafios da coalizão – sendo dengue o primeiro proposto pelo Brasil. O presidente da Fundação, Mario Moreira, participou da reunião virtual e reforçou o compromisso da Fiocruz, ao liderar os trabalhos da iniciativa, com o acesso equitativo à insumos de saúde para populações vulnerabilizadas.
Em um vídeo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu boas-vindas aos novos membros – União Africana e CDC África – que aderiram ao grupo na última reunião ministerial do G20 na África do Sul. Ele também destacou: “É uma honra anunciar a Fundação Oswaldo Cruz como secretaria executiva permanente da Coalizão, reforçando nosso compromisso com o acesso equitativo”.
A secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Fernanda De Negri, saudou Fiocruz como a “instituição de pesquisa e produção mais importante do país”. A reunião foi conduzida pela chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MS, Marise Nogueira.
Mario Moreira enfatizou a responsabilidade de liderar os trabalhos da Coalizão e agradeceu a confiança do MS: “Foi com imensa alegria que recebemos este mandato”, afirmou. “Vemos a Coalizão não só como um mandato, mas como uma oportunidade para maior união, maior responsabilidade e uma articulação mais eficaz entre as diversas estratégias, plataformas e iniciativas existentes em todas as regiões”.
Moreira ressaltou que, além de sua atuação para responder às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), a Fiocruz também tem forte identidade global. Nas últimas décadas a instituição assumiu papéis de liderança em diversas iniciativas globais de saúde, como em inteligência epidemiológica, redes de pesquisa e desenvolvimento, cooperação Sul-Sul e em esforços para fortalecer as capacidades produtivas locais e regionais. “Somos uma instituição comprometida com a articulação, a coordenação e a criação de espaços onde países e parceiros possam conceber soluções conjuntas”, observou o presidente.
A Coalizão
Uma das propostas do Brasil na presidência rotativa do G20 foi a criação da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, visando atender necessidades de pesquisa e desenvolvimento, bem como garantir o acesso a novos e existentes antibióticos para tratar infecções resistentes. Em maio deste ano, a iniciativa foi oficializada, durante a 78a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça.
A iniciativa surge, portanto, de um compromisso com a superação das iniquidades em saúde expostas na pandemia de Covid-19, avançando com a proposta de um novo modelo de produção e acesso à inovação para tecnologias essenciais de saúde, como vacinas, terapias e diagnósticos para doenças negligenciadas e pessoas vivendo em condições de vulnerabilidade globalmente, especialmente nos países da América Latina, Caribe e em desenvolvimento.
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