A Fiocruz realizou (30/1) uma reunião com a representação da Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) na Venezuela, com objetivo de iniciar tratativas para um possível acordo de cooperação técnica e científica entre as instituições. A cooperação tem como eixo o apoio à reconstrução do Sistema Público Nacional de Saúde venezuelano, a partir da identificação de contrapartes institucionais e temas prioritários, envolvendo atores como o Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC), o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério da Saúde venezuelanos.

Representantes da Fiocruz recebem visita da Opas/OMS na Venezuela para debater cooperação técnica e científica (foto: Divulgação)
O encontro contou com a participação do vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel (em exercício como presidente da instituição); do chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio; além de representantes de áreas técnicas estratégicas da Fundação, como o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), bem como do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris), vinculado à Vice-Presidência de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz. A interlocução pela Opas/OMS foi conduzida por Armando De Negri, representante da Organização no país.
Durante a reunião, a Opas/OMS Venezuela apresentou um panorama do contexto geopolítico, econômico e sanitário do país, destacando os impactos das sanções internacionais sobre fluxos financeiros e aquisição de insumos, inclusive em situações em que vacinas e medicamentos, em tese, estariam isentos dessas restrições. Entre as frentes debatidas para cooperação, foram citadas possibilidades de apoio em diagnóstico (incluindo kits NAT e moleculares), vacinas (como sarampo, caxumba e rubéola), desenvolvimento de fármacos sintéticos, além de ações de vigilância e regulação sanitária e agendas em saúde e ambiente.
Rivaldo Venâncio destacou que a aproximação institucional parte de um entendimento de cooperação horizontal, no qual o Brasil também tem grande interesse em conhecer e aprender com as experiências desenvolvidas pela Venezuela no campo da saúde pública. Segundo ele, “é fundamental que possamos beber na fonte das soluções construídas no contexto venezuelano, reconhecendo os saberes, a capacidade técnica e as respostas locais formuladas diante de cenários adversos”, afirmou. Ele ainda ressalta que a troca de experiências fortalece ambos os sistemas de saúde e qualifica agendas comuns na América Latina.
Como encaminhamento, o tema segue para debate no Conselho Deliberativo da Fiocruz, seguido de reuniões técnicas para o detalhamento da agenda, a estruturação de um plano de trabalho conjunto e o planejamento de futuras missões presenciais.
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