A Fiocruz foi redesignada pela terceira vez como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Diplomacia da Saúde Global e Cooperação Sul-Sul, marcando um novo ciclo de atuação para o período de 2026 a 2030. O Centro foi originalmente designado em 2014 como o primeiro da OMS com funções específicas voltadas à cooperação horizontal, com foco em saúde global e cooperação Sul-Sul. Desde então, suas ações têm estado alinhadas ao Programa Geral de Trabalho (GPW) da OMS e ao Plano Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).
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O centro é coordenado pelo professor-emérito e ex-presidente da Fiocruz, Paulo Buss, e pela representante em Saúde Global e Cooperação Sul-Sul da Fiocruz, Regina Ungerer. Ela destaca a importância desta articulação para o posicionamento do Brasil em nível global. “A existência do Centro Colaborador da OMS para a Diplomacia da Saúde Global e Cooperação Sul-Sul na Fiocruz posiciona o Brasil como a única referência técnica mundial, entre mais de 800 centros, dedicada especificamente à Diplomacia da Saúde”, comenta Ungerer. “Este centro significa o reconhecimento da liderança histórica da Fiocruz na cooperação horizontal e como um polo estratégico para a governança da saúde global, essencial para a promoção da equidade e do desenvolvimento soberano no Sul Global”.
Durante a pandemia, o Centro criou um Observatório de Saúde Global e Diplomacia da Saúde, que reúne especialistas em diferentes países e organismos internacionais para tratar da conjuntura global com ênfase em saúde. Dessa forma, diz Buss, o “Observatório passou a ser o coração do centro”. Hoje, o Observatório produz 23 cadernos e seminários quinzenais e também oferece um curso de formação em saúde global com quase 1500 inscritos. “Eles não acreditaram que faríamos tanta coisa”, brinca Buss ao se referir à grande quantidade de atividades do Centro Colaborador.
Entre seus principais objetivos do Centro estão a promoção de estudos e pesquisas, a formação de recursos humanos por meio de programas educacionais e de treinamento, além do apoio técnico a instituições em países da América Latina, Caribe e nações de língua portuguesa. O Centro também se destaca pela disseminação de conhecimento em diplomacia da saúde e pela implementação de iniciativas de cooperação Sul-Sul, especialmente junto aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop).
Após seu primeiro ciclo (março 2014 a março 2018), o Centro foi redesignado para os períodos de abril 2018 a março 2022 e de abril 2022 a março de 2026. Nesta segunda redesignação, passou a se chamar Centro Colaborador da OMS para a Diplomacia da Saúde Global e Cooperação Sul-Sul, consolidando-se como o único Centro Colaborador da OMS dedicado especificamente a essa área. “Serão, então, 16 anos”, comemora Buss.
Para o novo ciclo, o Centro ampliará sua contribuição de excelência à Opas/OMS por meio de iniciativas voltadas à gestão do conhecimento e ao multilinguismo, com foco no fortalecimento dos sistemas de saúde e no avanço das práticas e teorias em saúde global e diplomacia da saúde. Nos próximos anos, o Centro continuará a realizar os seminários avançados quinzenais, com análises sobre governança internacional e contextos geopolíticos globais, além da seguir com a produção contínua de relatórios técnicos e materiais informativos. Essas ações visam apoiar a tomada de decisão de atores nacionais e internacionais, fortalecendo a cooperação e a resposta a desafios globais em saúde.
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