A Fiocruz marcou presença em uma ação inédita do Programa Regional de Cenários de Resposta a Surtos, promovido pela Agência de Saúde Pública do Caribe (CARPHA), em colaboração com a Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pela primeira vez, uma pesquisadora brasileira foi convidada para atuar na aplicação de um exercício de simulação internacional, realizado em Porto de Espanha, em Trinidad e Tobago.
Com duração de cinco dias, a simulação envolveu 24 profissionais de saúde pública da CARPHA e de sete estados-membros do Caribe, com atuação em áreas como comunicação de risco, logística, vigilância, serviços laboratoriais, manejo clínico e prevenção e controle de infecções. O caráter multidisciplinar da iniciativa reforça a complexidade e a transversalidade das respostas necessárias diante de surtos e outras emergências de saúde pública.
A participação da Fiocruz ocorre em um contexto estratégico, marcado por desafios específicos da região caribenha, como a alta conectividade entre países insulares, a dependência do turismo, a vulnerabilidade a desastres naturais e a crescente incidência de doenças infecciosas emergentes e reemergentes, como dengue, chikungunya, sarampo e cólera. Além da Fiocruz, a equipe global da GOARN contou com especialistas de instituições dos Estados Unidos, dos Centros Europeus de Prevenção e Controle de Doenças, da Universidade da Austrália Ocidental, da equipe de apoio rápido em saúde pública do Reino Unido (UK-PHRST) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O treinamento vai além de atividades teóricas, colocando os participantes em um cenário dinâmico e realista de surto, no qual precisam tomar decisões sob pressão, coordenar equipes multidisciplinares e propor respostas eficazes em tempo real. Representando o Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde (Nevs) da Fiocruz Brasília, a pesquisadora Luciana Gallo integrou o corpo técnico do treinamento, que reuniu especialistas de diferentes países e instituições para um exercício intensivo de preparação para emergências sanitárias.
Para Luciana Gallo, a participação da Fundação na iniciativa representa um avanço importante na cooperação internacional em saúde. “A presença da Fiocruz nesse exercício reafirma o papel estratégico do Brasil na saúde global. Mais do que compartilhar conhecimento, estamos contribuindo para a construção de capacidades em diferentes regiões, fortalecendo redes de colaboração que são essenciais para respostas rápidas e eficazes a emergências sanitárias”, destacou. Luciana vai formar parte da equipe que vai aplicar esse treinamento na região das Américas.
Durante a cerimônia de abertura, autoridades locais ressaltaram a relevância do programa para o fortalecimento da capacidade regional de resposta a surtos. A diretora-executiva da CARPHA, Lisa Indar, enfatizou a necessidade de uma força de trabalho preparada e integrada, diante de um cenário global marcado por emergências cada vez mais frequentes e complexas.
O Programa Regional de Cenários de Resposta a Surtos integra uma estratégia mais ampla de preparação financiada pelo Fundo de Pandemias da CARPHA, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e representa um avanço na consolidação de uma força de trabalho regional qualificada para responder a emergências de saúde pública. A GOARN é uma das principais redes globais de cooperação em saúde, reunindo mais de 320 instituições em todo o mundo para apoiar países na detecção, avaliação e resposta a surtos e outras ameaças sanitárias.
O contexto singular do Caribe — caracterizado por muitas ilhas pequenas e altamente interconectadas, fronteiras permeáveis, forte dependência do turismo e vulnerabilidade a desastres e às mudanças climáticas — cria um risco significativo para a rápida disseminação de doenças em toda a região, particularmente em meio às diferentes capacidades de vigilância e laboratoriais. Nos últimos anos, o mundo tem presenciado emergências cada vez mais complexas e frequentes, desde furacões devastadores até surtos de doenças infecciosas emergentes e reemergentes, como sarampo, dengue, chikungunya e cólera. Aliado ao aumento das viagens, do turismo e da migração, este cenário ressalta a necessidade urgente de uma resposta bem treinada, coordenada e multidisciplinar.
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