O que é Cefalexina?
A cefalexina é um antibiótico da classe das cefalosporinas, utilizado no tratamento de diversas infecções bacterianas. Este medicamento atua inibindo a síntese da parede celular das bactérias, resultando na morte dos microrganismos patogênicos. É frequentemente prescrito para infecções do trato respiratório, infecções de pele, otite média e infecções urinárias, entre outras. A cefalexina é eficaz contra uma variedade de bactérias gram-positivas e algumas gram-negativas, tornando-a uma opção valiosa na terapia antimicrobiana.
Mecanismo de Ação da Cefalexina
O mecanismo de ação da cefalexina envolve a inibição da transpeptidase, uma enzima crucial para a formação da parede celular bacteriana. Sem uma parede celular intacta, as bactérias tornam-se vulneráveis e, eventualmente, morrem. Este antibiótico é especialmente eficaz contra estafilococos e estreptococos, que são frequentemente responsáveis por infecções comuns. A cefalexina é absorvida rapidamente pelo trato gastrointestinal, alcançando concentrações terapêuticas no sangue em um curto período.
Indicações da Cefalexina
A cefalexina é indicada para o tratamento de infecções causadas por bactérias sensíveis, incluindo infecções de pele, como impetigo e celulite, infecções do trato respiratório superior, como faringite e sinusite, e infecções do trato urinário. Além disso, é utilizada em casos de osteomielite e infecções ósseas, bem como em profilaxia de endocardite em pacientes com risco elevado. A escolha da cefalexina deve ser baseada na sensibilidade do patógeno e na gravidade da infecção.
Dosagem e Administração da Cefalexina
A dosagem da cefalexina varia conforme a gravidade da infecção e a idade do paciente. Em geral, a dose recomendada para adultos varia de 250 mg a 1 g a cada 6 horas. Para crianças, a dosagem é baseada no peso corporal. A cefalexina pode ser administrada com ou sem alimentos, embora a ingestão com alimentos possa reduzir a irritação gástrica. É fundamental seguir as orientações médicas e completar o curso do tratamento, mesmo que os sintomas melhorem antes do término do medicamento.
Efeitos Colaterais da Cefalexina
Embora a cefalexina seja geralmente bem tolerada, alguns efeitos colaterais podem ocorrer. Os mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Reações alérgicas, como erupções cutâneas e anafilaxia, também podem ocorrer, embora sejam menos frequentes. É importante que os pacientes relatem qualquer efeito adverso ao seu médico, especialmente se forem graves ou persistentes. A monitorização da função renal é recomendada em pacientes com histórico de problemas renais.
Contraindicações da Cefalexina
A cefalexina é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula ou a outras cefalosporinas. Pacientes com histórico de reações alérgicas graves a penicilinas também devem ser cautelosos ao usar cefalexina, devido à possibilidade de reações cruzadas. Além disso, a utilização em gestantes e lactantes deve ser cuidadosamente avaliada pelo médico, considerando os potenciais riscos e benefícios.
Interações Medicamentosas
A cefalexina pode interagir com outros medicamentos, afetando sua eficácia ou aumentando o risco de efeitos colaterais. Por exemplo, o uso concomitante de anticoagulantes pode aumentar o risco de hemorragias. Além disso, a administração de probenecida pode elevar os níveis de cefalexina no sangue, potencializando seus efeitos. É essencial que os pacientes informem seus médicos sobre todos os medicamentos que estão utilizando, incluindo fitoterápicos e suplementos.
Armazenamento da Cefalexina
A cefalexina deve ser armazenada em temperatura ambiente, longe da luz e da umidade. É importante manter o medicamento fora do alcance de crianças e animais de estimação. Após a preparação de soluções orais, estas devem ser utilizadas dentro de um período específico, conforme indicado na bula. O descarte adequado de medicamentos não utilizados é fundamental para evitar contaminação ambiental e riscos à saúde pública.
Considerações Finais sobre a Cefalexina
A cefalexina é uma opção eficaz no tratamento de diversas infecções bacterianas, mas seu uso deve ser sempre orientado por um profissional de saúde. A automedicação e o uso inadequado de antibióticos podem levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana, um problema crescente na saúde pública. Portanto, é crucial seguir as recomendações médicas e realizar acompanhamento durante o tratamento.