• Pembrolizumabe produzido nacionalmente • Como mitigar problemas causados por ondas de calor • Como a desigualdade impacta a saúde • E MAIS: dieta e cardiopatias; Marcha Transmasculina; Fiocruz •

O Brasil busca alcançar a produção 100% nacional do medicamento oncológico Pembrolizumabe, um método imunoterápico de ponta, por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Atualmente utilizado no tratamento de melanoma avançado, o medicamento que reativa as células de defesa do paciente está com seu uso em análise para ampliação a outros tipos de câncer, como mama, pulmão, esôfago e colo do útero.
O acordo prevê a transferência de tecnologia do laboratório privado Merck Sharp & Dohme para o Instituto Butantan ao longo de 10 anos. O medicamento em questão reativa as células de defesa do paciente, fortalecendo a imunidade contra a doença. O Pembrolizumabe se encontra em análise pela Conitec para ter seu uso ampliado ao tratamento de pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.
O modelo de transferência de tecnologia por meio de PDPs, contudo, é alvo de críticas por aqueles que defendem a soberania e maior independência da indústria nacional. Em matéria do Outra Saúde, especialistas explicam que o modelo é importante, mas não deveria ser o foco principal das políticas para a indústria nacional de insumos de saúde.
Capitais criam sistemas inéditos contra impactos do calor na saúde
Apoiadas pela OMS e pela Bloomberg Philanthropies, as cidades de São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro estão desenvolvendo sistemas baseados em dados para prever e mitigar os danos do estresse térmico na população.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, no caso paulistano, o modelo inova ao medir o calor dentro das casas e sensores mostram que as temperaturas noturnas internas superam 26°C, temperatura que impede a recuperação vital do corpo. O objetivo da medição é cruzar as estatísticas com indicadores de saúde e criar “refúgios climáticos”, uma rede que inclua parques, escolas e unidades públicas.
Fortaleza aposta no Observatório dos Riscos Climáticos, que fornece dados em tempo real. Estações mapeiam ilhas de calor e direcionam intervenções urbanas para bairros críticos. A ideia também é fortalecer a transparência e o controle social, já que as informações são atualizadas em tempo real e podem ser acessadas pela população.
Já o Rio de Janeiro conta com um sistema de alerta de calor orientado por dados de saúde. O modelo, baseado na análise de mais de 200 mil óbitos em 12 anos, combina informações meteorológicas com indicadores epidemiológicos para antecipar riscos e acionar medidas restritivas, como a suspensão de serviços expostos ao sol. A meta é ampliar a previsão de ondas de calor de três dias para uma semana.
Dados da OMS demonstram a determinação social da saúde
O médico e diretor da OMS, Etienne Krug, apontou que os fatores mais importantes para determinar a saúde da população se encontram fora das unidades de saúde. Enquanto participava da Cúpula da Parceria para Cidades Saudáveis, no Rio de Janeiro, concedeu entrevista à Folha e elaborou sobre uma hipótese muito difundida pela Saúde Coletiva: a de que a desigualdade social, clima e economia pesam mais que acesso a serviços na saúde global.
O problema fica mais evidente com análise de dados da própria OMS. Entre países com grandes diferenças nos indicadores citados, há também uma lacuna de 33 anos na expectativa de vida. Além disso, 94% das mortes maternas ocorrem em países de baixa e média renda. Fatores como o aumento da desigualdade de renda e a pandemia da covid foram agravantes notáveis que impactaram principalmente as populações mais vulneráveis.
***
• Alimentação e o coração
Pesquisa que investigou a relação entre dieta e incidência de doenças do coração em 200 países aponta: a má alimentação causou 4 milhões de mortes por cardiopatia isquêmica em um ano. Conheça o estudo
• Direitos de pessoas trans
Com o tema “Direitos Já”, a 3ª Marcha Transmasculina de São Paulo ocupou a Avenida Paulista no domingo, 29 de março. Em um cenário de crescentes ataques à população trans e tentativas de regressos em seus direitos, as reivindicações focaram no acesso digno à saúde, ao trabalho e ao fim da escala 6×1. Confira mais informações sobre o ato
• Fiocruz internacional
O Senado vai realizar audiência pública sobre a internacionalização da Fiocruz. O evento deve discorrer sobre como a atuação da instituição fortalece políticas públicas e a presença do Brasil no exterior. Saiba mais e veja como assistir
Outras Palavras é feito por muitas mãos. Se você valoriza nossa produção, contribua com um PIX para [email protected] e fortaleça o jornalismo crítico.
Source link
Você pode se precisar disso:
Produtos Recomendados

Ômega 3 1000mg Rico em EPA DHA com Selo IFOS e Vitamina E – 60 cápsulas Vhita-radardasaude
Ver na Amazon* Links de afiliado. Podemos receber uma comissão por compras qualificadas.
Conteúdo Indicado




