Os jovens de 25 a 29 anos concentram as maiores taxas de internações por transtornos mentais e comportamentais em Mato Grosso, segundo o Informe II – Saúde Mental, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em dezembro de 2025.

O levantamento analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2022 e 2024 e mostra que, assim como no restante do país, o risco de internação cresce à medida que a juventude se aproxima da vida adulta.
Em Mato Grosso, a taxa de internação por transtornos mentais entre jovens de 25 a 29 anos chega a 460,3 internações a cada 100 mil habitantes, número superior ao observado entre adolescentes de 15 a 19 anos e jovens de 20 a 24 anos.
O padrão se repete em praticamente todas as unidades da federação e indica maior vulnerabilidade desse grupo etário, que enfrenta transições ligadas ao trabalho, renda e autonomia social.
Diferença de internações por saúde mental entre jovens em MT
Dados do SUS analisados pela Fiocruz mostram que homens jovens concentram as maiores taxas de internação por transtornos mentais em MT.
Homens jovens (15 a 29 anos)
706,9
internações por transtornos mentais
a cada 100 mil habitantes
Mulheres jovens (15 a 29 anos)
265,1
internações por transtornos mentais
a cada 100 mil habitantes
A taxa de internação entre homens jovens em Mato Grosso é quase três vezes maior do que a registrada entre mulheres da mesma faixa etária, refletindo um padrão observado em nível nacional. Fonte: Fiocruz.
Causas
De acordo com o informe, as principais causas de internação entre jovens estão associadas a transtornos mentais decorrentes do uso de substâncias psicoativas, esquizofrenia e transtornos delirantes, além dos transtornos de humor, como depressão.
Entre os homens, predominam os casos relacionados ao uso de múltiplas drogas, álcool e cocaína. Já entre as mulheres, os transtornos do humor são a principal causa de hospitalização, com destaque para episódios depressivos.
Outro dado que chama atenção em Mato Grosso é a forma de acesso ao cuidado em saúde mental. O estado está entre aqueles com maior proporção de atendimentos por demanda espontânea na Atenção Primária à Saúde, ou seja, quando o jovem procura o serviço sem agendamento prévio.
Entre as jovens mulheres, 65,6% dos atendimentos em saúde mental ocorrem dessa forma; entre os homens, o percentual é de 64,9%. O relatório indica que esse padrão sugere dificuldades no acesso contínuo e organizado à rede de atenção psicossocial, fazendo com que o atendimento ocorra, muitas vezes, apenas em momentos de crise.
Nível nacional
Apesar desse cenário, o estudo mostra que Mato Grosso apresenta uma taxa geral de internação por transtornos mentais entre jovens inferior à média nacional.
Enquanto a taxa do estado é de 352,4 internações por 100 mil habitantes, a média brasileira é de 579,5 por 100 mil, segundo os dados consolidados do SUS.
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