Por Dalila Brito, Fiocruz/BA
A abertura do evento foi realizada pela Vice-Diretora de Ensino e Informação da Fiocruz Bahia, Clarissa Gurgel, que falou sobre a importância de reunir mulheres com trajetórias inspiradoras, incentivando meninas e mulheres. Gurgel também ressaltou o comprometimento da instituição com a campanha contra o feminicídio, ressaltando que esse precisa ser um compromisso não apenas das mulheres, mas também dos homens e de toda a sociedade. “É importante que tenhamos homens como nossos aliados para que tenhamos um espaço seguro para que possamos exercer a nossa liderança de forma efetiva”, afirmou.
Em seguida, o Vice-Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Serviço de Referência, Washington Luis Conrado dos Santos, também falou sobre a importância do evento e das discussões acerca da representatividade feminina. “Estou gostando de ver a sala cheia de pessoas…Temos aqui mulheres que de várias maneiras alcançaram a liderança. Nós temos que ouvir essas mulheres e somos privilegiados por isso”, afirmou.
A programação teve início com a palestra “Desvelando iniquidades: o papel da epidemiologia no enfrentamento do racismo”, proferida pela diretora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Joilda Nery. A convidada destacou a alegria em retornar à Fiocruz Bahia, local onde iniciou a sua trajetória ainda como estagiária. “Quando eu vim para Salvador, há 20 anos atrás, eu fui estagiária aqui na Fiocruz. Eu tenho muitas memórias da época que passei aqui, foi um período de muito aprendizado. Estar aqui foi uma ponte para que eu pudesse fazer a pós-graduação no Instituto de Saúde Coletiva e de lá eu não saí mais”, afirmou.
Um dos pontos altos do evento foi a apresentação o Cordel da Pesquisa Antirracista, escrito pela Pesquisadora Associada do Cidacs/Fiocruz Bahia, Viviane de Jesus, vencedora do Science Slam 2025. “Poesia com compromisso é ferramenta potente contra o racismo e o silêncio, pela vida da gente”, diz um trecho da obra.
Em seguida, a pesquisadora participou do debate ‘Construindo Pontes na Fiocruz Bahia’, mediado pela pesquisadora Cláudia Brodskyn, que também contou com a participação de Marilda Gonçalves e Viviane Boaventura.
Marilda Gonçalves, ex-diretora da Fiocruz Bahia e chefe do Laboratório de Investigação em Saúde Global e Doenças Negligenciadas – LISD destacou o impacto das experiências pessoais e da relação com a família na sua trajetória. “Eu fui fortalecida desde o meu nascimento, dentro da minha família, para que a gente tivesse consciência de que nós poderíamos fazer a diferença”, destacou.
A chefe do Centro de Medicina e Saúde Pública de Precisão – MeSP2, Viviane Boaventura, chamou atenção para a falta de discussões sobre liderança feminina na sociedade, especialmente no campo da ciência. “Nós falamos muito sobre o papel da mulher na ciência, mas falamos pouco sobre o papel da mulher na liderança da ciência”, afirmou a pesquisadora que destacou a necessidade de mudar o cenário de sub-representação feminina. “É preciso que existam estratégias para fazer com que esse cenário mude,” ponderou. A fala foi complementada pela mediadora, Cláudia Brodskyn, que destacou que mesmo com o crescimento da presença feminina na ciência, ainda é preciso estimular a participação e a criação de políticas que incentivem e garantam a equidade de gênero “ É importante o incentivo e a mentoria. Estimular os estudantes a continuarem e terem posições próprias é fundamental”, ressaltou.
O evento reforça a necessidade de dar visibilidade ao trabalho de mulheres de diferentes campos de atuação e o compromisso da Fiocruz Bahia, incentivando e contribuindo para a criação de políticas públicas voltadas para a equidade de gênero e raça em todos os espaços da sociedade.
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