O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta terça-feira (3) a fábrica da Bionovis, em Valinhos (SP), e destacou a importância da produção nacional de medicamentos biológicos de alta complexidade para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e da soberania tecnológica do país.
A empresa fornece atualmente mais de 19 milhões de frascos e seringas ao SUS e mantém parcerias com laboratórios públicos, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), dentro das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). O modelo reúne instituições públicas, empresas nacionais e companhias internacionais para transferência de tecnologia e produção local de medicamentos estratégicos.
Durante a visita, Lula foi acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin; dos ministros Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento); além do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle.
Origem e estratégia industrial
O presidente da Bionovis, Odnir Finotti, relembrou que a empresa surgiu em 2012, a partir de uma política industrial lançada ainda em 2008, no segundo mandato de Lula. À época, o governo federal definiu uma lista de produtos estratégicos para o SUS, incluindo biológicos de alta complexidade cujas patentes estavam próximas do vencimento.
Quatro grandes farmacêuticas nacionais, Aché, EMS, Hypera (antiga Hipermarca) e União Química, uniram-se para criar a Bionovis, com foco na produção de biossimilares e anticorpos monoclonais no Brasil.
Segundo Finotti, o impacto para o sistema público é significativo. Um dos medicamentos produzidos pela empresa pode custar cerca de R$ 6 mil por seringa no mercado privado, sendo que pacientes com doenças como artrite reumatoide podem precisar de até 25 aplicações por ano. Pelo SUS, o Ministério da Saúde consegue adquirir o produto com redução de até 80% no preço.
Alta complexidade
A fábrica também produz insumos farmacêuticos ativos (IFAs) de anticorpos monoclonais, tecnologia dominada por poucos países. De acordo com o governo, um dos equipamentos instalados na nova fase de expansão da unidade existe apenas nos Estados Unidos, China, Índia e agora no Brasil.
Para Alckmin, que coordena a política da Nova Indústria Brasil, a iniciativa coloca o país na vanguarda de um setor estratégico. Ele destacou o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento da expansão da fábrica, com cerca de R$ 600 milhões em crédito voltado à inovação.
O ministro Fernando Haddad afirmou que a combinação entre compras governamentais, financiamento público e ambiente regulatório adequado é essencial para viabilizar projetos de alta complexidade tecnológica. Segundo ele, a recente reforma tributária pode ainda transformar o Brasil em plataforma exportadora desses medicamentos.
Defesa do SUS
Em discurso, Lula ressaltou que o SUS é o único sistema de saúde de um país com mais de 200 milhões de habitantes que oferece gratuitamente medicamentos de alto custo à população. Ele lembrou que, durante a pandemia de covid-19, o sistema público foi decisivo para evitar um número ainda maior de mortes.
“Isso aqui, sabe o que chama isso aqui de graça para o povo e produzido aqui no Brasil? Isso aqui chama-se uma coisa de soberania. Soberania tecnológica e soberania na capacidade de fabricar uma coisa que só quatro países fabricam”, afirmou o presidente.
Atualmente, a Bionovis mantém 13 PDPs e integra um conjunto de 31 novas parcerias lançadas no atual governo. Segundo o Ministério da Saúde, os investimentos na retomada do complexo industrial da saúde somam R$ 15 bilhões, com foco em inovação, produção nacional e ampliação do acesso a tratamentos de alta complexidade.
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