Margareth Dalcolmo é agraciada com a medalha Oswaldo Cruz-radardasaude

Joabe Antonio de Oliveira

14/03/2026

A renomada pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Margareth Dalcolmo, foi condecorada nesta sexta-feira (13) com a medalha de mérito Oswaldo Cruz. Esta distinção, outorgada pela Presidência da República, reconhece indivíduos e projetos que se destacaram na promoção do bem-estar e da saúde física e mental da população brasileira.

Durante o período crítico da pandemia de covid-19, Margareth Dalcolmo emergiu como uma das figuras mais influentes na orientação pública. Desde o surgimento da crise sanitária, a cientista da Fiocruz destacou-se por seus alertas contundentes sobre a relevância das ações de isolamento social e por sua firme defesa da imunização.

No momento da outorga, a cientista recordou que a declaração de pandemia pela Organização Mundial da Saúde havia completado seis anos na quarta-feira anterior (11).

“Naquele dia, gravei um vídeo singelo, mas que anunciava uma tragédia iminente para o Brasil, e, infelizmente, a previsão se concretizou. Fomos os primeiros a soar o alarme”, declarou Dalcolmo.

A pesquisadora também fez menção aos desafios enfrentados ao combater a disseminação de narrativas negacionistas.

“Foi muito mais desgastante desconstruir a retórica prejudicial à população brasileira do que simplesmente divulgar os avanços que alcançamos. Fizemos isso por ser nossa responsabilidade, pois é o que dominamos. Este é o meu compromisso diário. Nossa filosofia é zelar pelas pessoas. Continuarei fazendo isso até a velhice”, afirmou.

Embora a concessão formal da medalha tenha ocorrido em setembro de 2024, a pesquisadora não pôde comparecer à solenidade em Brasília. Por essa razão, a honraria foi entregue a ela pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante um evento realizado no Hospital do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (13).

A entrega da condecoração foi conduzida pela ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, que é colega de Dalcolmo na Fiocruz e presidiu a instituição durante o período pandêmico. Nísia ressaltou que a dedicação da pesquisadora à população transcendeu o término da emergência sanitária.

“Para além de todo o empenho durante a pandemia, informando a população, sendo um conforto em sua comunicação, disseminando o conhecimento científico e orientando as famílias, Margareth colaborou incessantemente conosco no Ministério e continua a fazê-lo, visando recolocar o Brasil como referência mundial em vacinação”, assegurou a ex-ministra.