• Fiocruz fica perde serviços de armazenamento • OMS perde financiamento nas pesquisas de câncer • Vem aí o Ozempic genérico • E MAIS: mil mortos no Líbano; IA e saúde privada; mortalidade infantil; exposição de paciente •

A Fiocruz sofreu um corte expressivo na capacidade de armazenamento de dados fornecida pela Microsoft, por meio de contrato milionário. Desde 2024, a política de redução em contratos de educação foi anunciada pela Big Tech. Segundo o Núcleo, anteriormente a Fiocruz possuía acesso a 30 petabytes (ou seja, 30 mil terabytes) de armazenamento para os serviços OneDrive, o SharePoint e o Exchange Online (e-mail corporativo). O montante foi reduzido para 730 terabytes, um corte de 97,6%.
Inicialmente, o contrato foi firmado por 12 meses em 2024, no valor de R$ 8,6 milhões, por meio da Brasoftware Informática para licenciamento de produtos e serviços da Microsoft. Em 2025, o valor aumentou para R$ 11,6 milhões, segundo o painel de transparência da Fiocruz, uma alta de 35%. O veículo ressalta, ainda, que Fiocruz gastou mais de R$ 28 milhões com compras da Microsoft de 2012 a 2020.
Situações semelhantes ocorreram em outras instituições de ensino e pesquisa nacionalmente. Com as pesquisas desenvolvidas pelo Brasil e dados pessoais do pessoal armazenados em servidores de Big Techs do Norte Global, não apenas o funcionamento dessas instituições, mas também as informações produzidas por elas ficam à mercê das estratégias de lucro dessas empresas.
EUA fora da OMS e a ameaça às pesquisas sobre câncer
A revista Science denunciou as mais recentes consequências do rompimento do governo dos Estados Unidos com a Organização Mundial da Saúde. O país iniciou o processo de corte de laços, também, com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ameaçando décadas de colaboração científica em colaboração com o Instituto de Saúde Norte-Americano, National Institutes of Health (NIH).
Para a Agência Internacional, o braço da OMS no enfrentamento ao câncer, isso pode significar o fim de pelo menos seis projetos de pesquisa subsidiados pelo NIH e uma perda de 9% do seu orçamento total. É ruim para todos os lados: a pesquisa global sobre câncer perde financiamento, expertise e capacidade de avaliar substâncias cancerígenas, enquanto os EUA se isolam da principal agência internacional de referência na área.
Desde o anúncio sobre o desligamento dos Estados Unidos da OMS, feito por Trump em seu primeiro dia na presidência, o país iniciou o afastamento também da IARC. O processo se deu pelo cancelamento da participação de cientistas do país em diversos eventos da agência.
Patente de Ozempic chega ao fim – genéricos ampliarão acesso
Nesta semana expira a patente do principal medicamento lançado pela farmacêutica Novo Nordisk, o Ozempic. A droga que trata diabetes, mas tem sido utilizada principalmente para a perda de peso, poderá ser produzida e vendida em versões mais baratas. Cerca de 40% da população mundial poderá acessar as versões genéricas e similares, acabando com a barreira financeira do fármaco que, até então, é acessível a uma parcela pequena de pessoas.
Os primeiros genéricos devem ser lançados pela Índia já neste fim de semana. Nos próximos meses, devem estar disponíveis para a compra na China, Canadá, Brasil, Turquia e África do Sul. Em entrevista ao New York Times, Siddharth Mittal, executivo-chefe da Biocon, uma fabricante na Índia, comentou: “Eu não acho que nunca houve tanta emoção para qualquer classe de droga saindo da patente”. Na Europa e Estados Unidos, por sua vez, a patente só deve chegar ao fim a partir da década de 2030.
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• Mortes no Líbano
O Ministério da Saúde do Líbano anunciou que ataques israelenses já mataram 1.001 pessoas no país desde o dia 2 de março. As vítimas incluem 79 mulheres, 118 crianças e 40 trabalhadores da saúde. Mais 2.584 pessoas estão feridas. Saiba mais.
• Roche, Nvidia e IA
Com o objetivo de lançar uma fábrica de inteligência artificial em nuvem híbrida, a farmacêutica suíça Roche e a Nvidia anunciaram a expansão de sua parceria. Os projetos devem se voltar à aceleração da descoberta de medicamentos e à eficiência de ensaios clínicos. Confira mais informações.
• Mortalidade infantil
Segundo o relatório Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil, produzido por grupo de pesquisa da ONU, o Brasil registrou a menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos. Entre 1990, o número caiu de 25 para sete mortos a cada 1000 nascidos vivos. Mas o ritmo está desacelerando. Entenda mais sobre o processo.
• HIV e privacidade
Na cidade de Ribeirão Preto, um paciente afirma ter tido seu diagnóstico de HIV exposto em voz alta após desentendimentos com a equipe da UPA em questão. O caso foi registrado na Polícia Civil e uma técnica de enfermagem foi afastada. Conheça a história e leia a denúncia da Abia.
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