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O Ministério da Saúde reprovou oficialmente a proposta de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) apresentada pela Fiocruz em conjunto com a farmacêutica japonesa Takeda Pharma. O objetivo da parceria era a fabricação nacional da vacina Qdenga, mas o governo federal barrou o projeto devido ao descumprimento de requisitos fundamentais de soberania tecnológica.
Por que a produção nacional foi barrada?
A vacina Qdenga já integra o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo aplicada atualmente em jovens de 10 a 14 anos em um esquema de duas doses. A expectativa do mercado e das autoridades sanitárias era de que a produção nacional, via Fiocruz, permitisse um ganho de escala capaz de universalizar a vacina para todas as faixas etárias.
No entanto, o Ministério da Saúde foi categórico ao afirmar que a proposta da Takeda não assegurava o acesso integral ao conhecimento de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Segundo a Portaria GM/MS nº 4.472/2024, o principal pilar das PDPs é a transferência total de tecnologia, permitindo que o Brasil não dependa de importações para fabricar o coração da vacina.
Sem a entrega do “segredo de fabricação” do IFA, o governo avaliou que o projeto se tornaria uma mera operação de rotulagem e envase, o que não atende aos interesses estratégicos do Estado. Não houve apresentação de recurso pela farmacêutica contra a decisão.
Chegada da Butantan-DV
Com a negativa para a Takeda, o Brasil volta suas forças para a Butantan-DV, a vacina desenvolvida integralmente pelo Instituto Butantan. Aprovada pela Anvisa há cerca de um mês, o imunizante brasileiro possui uma vantagem logística e clínica significativa: é aplicado em dose única, o que facilita a adesão da população e reduz os custos de operacionalização das campanhas.
O Ministério da Saúde já confirmou que a aplicação da vacina do Butantan começará no próximo domingo, 18 de fevereiro. O estoque inicial conta com 1,3 milhão de doses prontas para uso, garantindo o pontapé inicial de uma nova fase de proteção da população brasileira.
Cronograma de imunização
A estratégia de vacinação em 2026 foi desenhada para atender os grupos mais vulneráveis às complicações da doença. Diferente da Qdenga, que focou inicialmente no público pediátrico e adolescente, a Butantan-DV terá um início focado na melhor idade.
- Público Inicial (A partir de 18/02): Pessoas com mais de 59 anos. Este grupo foi priorizado devido ao maior risco de hospitalização e óbito por dengue severa.
- Fase de Expansão: O governo planeja uma descida gradual das faixas etárias conforme a produção do Butantan for escalonada.
- Objetivo Final: Alcançar toda a população a partir dos 15 anos, criando um cinturão de imunidade que complemente o trabalho já iniciado com os adolescentes pela vacina Qdenga.
O desafio agora reside na capacidade produtiva do Instituto Butantan para suprir a demanda de um país de dimensões continentais. Com 1,3 milhão de doses em mãos e uma planta industrial moderna, o Brasil tenta virar a página de recordes de casos de dengue, apostando em uma solução caseira, tecnológica e de dose única para proteger a vida de milhões de brasileiros.
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