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A Marinha do Brasil concluiu, no fim de dezembro, mais uma importante missão de vigilância epidemiológica e assistência à saúde às comunidades ribeirinhas do Rio Paraguai, no Pantanal sul-mato-grossense. A ação integrou a quinta expedição do Projeto “Navio”, iniciativa que alia presença naval, ciência e políticas públicas para atender populações de difícil acesso entre Ladário e Porto Murtinho (MS).
Estrutura operacional e meios navais empregados
A operação foi conduzida com o emprego de meios fluviais estratégicos da Marinha do Brasil, incluindo o Navio-Transporte Fluvial “Almirante Leverger”, o Navio de Apoio Logístico Fluvial “Potengi” e o Navio de Assistência Hospitalar “Tenente Maximiano”. Essas embarcações permitiram o deslocamento seguro de equipes, equipamentos médicos e laboratórios móveis ao longo de trechos remotos do Rio Paraguai.
Durante a missão, militares e pesquisadores percorreram comunidades como Porto da Manga, Porto Morrinho, Porto Esperança e Forte Coimbra, além de atender moradores da cidade de Porto Murtinho. A capacidade logística dos navios garantiu atendimento contínuo mesmo em áreas com acesso terrestre limitado ou inexistente.
Impacto social e sanitário nas comunidades ribeirinhas
Ao todo, a expedição realizou 72 atendimentos médicos, 61 odontológicos e centenas de exames laboratoriais, incluindo hemograma, glicemia, perfil lipídico e função renal, além da aplicação de 184 doses de vacinas. As ações contribuíram diretamente para o diagnóstico precoce de doenças e para a atualização do calendário vacinal das populações atendidas.
A equipe multiprofissional contou com médicos de diferentes especialidades — como oftalmologia, reumatologia e neurologia comportamental — além de enfermeiros, farmacêutica e técnicos de enfermagem da Marinha. Esse modelo ampliou o alcance da assistência e reduziu a dependência de deslocamentos longos até centros urbanos para atendimento especializado.
Vigilância epidemiológica, ciência e saúde pública
Além da assistência direta, o Projeto “Navio” tem forte componente científico. Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul, foram aplicados questionários clínicos e socioambientais e coletadas amostras biológicas para identificação de patógenos virais.
As análises laboratoriais ocorreram a bordo dos navios, incluindo sequenciamento genético de vírus e bactérias e classificação de mosquitos coletados nas localidades visitadas. Os dados obtidos subsidiam estudos epidemiológicos, orientam políticas públicas e reforçam o conceito de Saúde Única, integrando saúde humana, animal e ambiental em uma das regiões mais sensíveis do país às mudanças climáticas.
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