A Fiocruz deu início ao projeto ELAborando Universos Lúdicos, que aposta no potencial educativo dos jogos para aproximar adolescentes da ciência, da tecnologia, da saúde e dos debates sobre equidade social. A ação integra estratégias da Fundação para a formação científica de jovens meninas e faz parte das ações do programa Mulheres e Meninas na Ciência. O projeto reúne 24 estudantes de escolas públicas de Curitiba para um ciclo intensivo de formação e criação de jogos educativos que abordam temas como promoção da saúde, determinantes sociais da saúde, ODS, cultura da paz e equidade de gênero e raça.

Participam da iniciativa o Colégio Estadual Arlindo Carvalho de Amorim, o Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba e o Colégio Estadual Euzébio da Mota (Foto: Fiocruz Paraná)
A proposta busca incentivar a presença feminina em áreas historicamente marcadas pela predominância masculina, como tecnologia e desenvolvimento de jogos, estimulando também a formação de multiplicadoras capazes de levar o conhecimento para seus territórios. Segundo a coordenadora do projeto, Maria das Graças Rojas Soto, a iniciativa conecta ciência e transformação social por meio da criatividade. “Ao criar jogos que estimulem a reflexão sobre saúde e equidade, essas meninas também estão criando novas formas de pensar a ciência e de transformar os territórios onde vivem”, destaca.
O ciclo formativo ocorrerá entre fevereiro e março e contempla etapas de articulação com as escolas, formação conceitual, instrumentalização para criação dos jogos, acompanhamento das propostas, seleção final e produção do material educativo selecionado. Cada escola conta com duas equipes formadas por quatro estudantes, totalizando seis jogos em desenvolvimento, dos quais um será escolhido para produção. Participam da iniciativa o Colégio Estadual Arlindo Carvalho de Amorim, o Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba e o Colégio Estadual Euzébio da Mota.
A primeira etapa, chamada Encontro com o Universo Lúdico, ocorreu no auditório da Fiocruz Paraná, com informações e debates sobre o funcionamento do SUS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, determinantes sociais da saúde, a importância da participação de mulheres em todos os ambientes, e técnicas de criação de jogos educativos. Após a formação teórica, as estudantes participaram de uma vivência prática com jogos analógicos em local próprio, podendo constatar efetivamente os aspectos tratados na formação, estimulando criatividade, cooperação e pensamento estratégico.
A equipe realizou encontros online de orientação para o desenvolvimento das propostas, no momento denominado Nos Bastidores da Fábrica de Ideias. As propostas resultantes serão avaliadas por Flávia Carvalho e Rafaela Bruno, pesquisadoras que atuam no desenvolvimento de jogos educativos na Fiocruz.
O resultado do jogo selecionado será divulgado no final de fevereiro. A proposta vencedora será produzida e apresentada no dia 6 de março, durante a Exposição de Tecnologias Sociais Educativas, integrando a programação institucional relacionada ao Dia Internacional das Mulheres, possibilitando ao público experimentar o jogo desenvolvido pelas estudantes. O projeto conta ainda, na equipe de organização, com Bianca Isis, Fabrícia Pimenta, Ana Julia da Costa, Yasmin Indrele e Maria Cristina Barreto, reforçando o compromisso institucional com a equidade de gênero e a formação de novas gerações de pesquisadoras.
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