Ampliar a presença feminina na ciência não é apenas uma questão de justiça, mas de futuro. É com essa perspectiva que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza, nos dias 28 e 29 de janeiro, o II Seminário STEM na Saúde, um encontro que coloca no centro do debate o protagonismo de meninas e mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática — campos ainda marcados por desigualdades de gênero, raça e território.
O evento acontece no Salão de Conferências do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, com formato híbrido, permitindo participação presencial e online. A programação reúne pesquisadoras, mentoras e especialistas de todo o país para discutir caminhos concretos para a inclusão e permanência de mulheres na ciência, especialmente aquelas historicamente excluídas desses espaços.
Promovido no âmbito do projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação, o seminário integra as ações do Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC), da Coordenação de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC). A iniciativa conta com o apoio do CNPq e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Ao longo dos dois dias, serão debatidos temas centrais para a agenda científica brasileira, como as desigualdades regionais, os impactos das políticas públicas de equidade de gênero e raça, as experiências de mentoria e as estratégias de apoio à formação de novas cientistas. A proposta é ir além do diagnóstico e fortalecer práticas que garantam acesso, permanência e progressão de meninas e mulheres nas carreiras científicas.
O II Seminário STEM na Saúde também consolida mais um passo da Rede Nacional STEM na Saúde, coordenada pela Fiocruz e presente em todo o país. A Rede articula ações que vão da educação básica à pós-graduação, conectando pesquisa, educação, comunicação pública da ciência e divulgação científica. O foco está em estudantes de periferias urbanas, meninas negras, quilombolas e indígenas, enfrentando desigualdades históricas que ainda limitam quem pode ocupar os laboratórios, salas de aula e centros de decisão científica.
Para a coordenadora de Divulgação Científica da VPEIC, Cristina Araripe, esta segunda edição do seminário marca um momento emblemático da iniciativa. Pela primeira vez, o encontro reúne todas as bolsistas da Rede Nacional STEM na Saúde, além de 113 pesquisadoras-mentoras, fortalecendo vínculos e trajetórias em diferentes territórios do país.
“Mais do que promover a inclusão, o evento visa diminuir a sub-representação, quebrar barreiras históricas, construir equidade e moldar o futuro da ciência com a diversidade que a sociedade exige”, afirma. Segundo ela, um dos principais resultados do seminário é o fortalecimento de “uma poderosa rede de formação e acompanhamento de trajetórias científicas”.
Ao apostar em uma ciência plural, diversa e comprometida com a justiça social, a Fiocruz reafirma seu papel histórico na defesa da saúde pública e na construção de um país onde meninas e mulheres possam, de fato, se reconhecer como cientistas.
Serviço
II Seminário STEM na Saúde
📅 28 e 29 de janeiro de 2026
🕘 9h às 16h30
📍 Salão de Conferências do CDHS/COC/Fiocruz – Campus Manguinhos (RJ)
💻 Híbrido (presencial e online)
📺 Canal VideoSaúde no YouTube
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