O combate ao vírus da zika requer uma série de estratégias que passam não só pela pesquisa como também pela constante interação com áreas como educação, meio ambiente e saúde pública. Essa é uma das conclusões de um evento promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quinta-feira (27), no Rio de Janeiro, para debater as consequências de uma década de impacto do zika vírus no Brasil.

O seminário “Zika, dez anos depois” reuniu pesquisadores e profissionais de saúde para avaliar avanços e desafios no enfrentamento à doença. Um dos temas abordados foi o papel da própria Fiocruz no combate à zika.
Segundo a vice-presidente do departamento de Pesquisas Biológicas da Fiocruz, Márcia de Oliveira Teixeira, uma das maiores dificuldades é alinhar as condutas da instituição com as ações governamentais:
“Então, na verdade, você está falando de um conjunto de políticas de Estado que precisam ser permanentes. O controle de arboviroses e de outras doenças virais não é um controle fácil. Então, uma instituição, por mais que a Fiocruz dedique muita atenção às arboviroses e à zika, uma instituição pública, sozinha, não pode substituir a ação concertada do Estado.”
Desafios
Mães de crianças diagnosticadas com a doença também falaram sobre os desafios. A vice-presidente da Associação Lotus, que acolhe crianças com síndrome congênita de zika, Nádia Silva, é mãe de Lorena, de nove anos:
“Para mim, é muito desafiador lutar todos os dias. A sociedade prefere nos intitular de guerreiras, de fortes, mas nós não somos guerreiras, nós somos vítimas da omissão do Estado. Nós precisamos de uma reparação, e eu não falo apenas financeira, eu falo em todos os aspectos. A minha vida, a vida da minha família e, principalmente, da minha filha, ela foi impactada, ela foi devastada por um mosquito que poderia ter sido combatido e não foi. E hoje, a gente vive na prática esses quase dez anos de sequelas. Sequelas essas que são muito difíceis de lidar, porque em nós, familiares, nos dá um sentimento muito grande de impotência.”
O evento na Fiocruz continua na sexta-feira (28), com novas atividades e debates técnicos. A expectativa é reforçar a importância da ciência para evitar novos surtos e garantir acompanhamento adequado às famílias afetadas.
O surto de zika atingiu o Brasil entre 2015 e 2016 e levou à decretação de Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no país.
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