Cooperação
A Comissão de Relações Exteriores debateu nesta quarta-feira (8) a internacionalização da Fiocruz. O encontro abordou estratégias para fortalecer a atuação da instituição no cenário global, ampliar parcerias internacionais e garantir a continuidade das ações de cooperação em saúde. O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou a possibilidade de envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei que altera o estatuto da fundação. Segundo ele, a proposta deve ampliar a flexibilidade de atuação da Fiocruz, tanto no Brasil quanto no exterior.
08/04/2026, 18h22
Duração de áudio: 02:26
Foto: André Az/CCS Fiocruz
Transcrição
A Comissão de Relações Exteriores discutiu, nesta quarta-feira, a internacionalização da Fiocruz. O debate teve como objetivo apontar caminhos para garantir previsibilidade, continuidade e maior impacto às ações de cooperação internacional desenvolvidas pela instituição.
Durante a audiência, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou a relevância estratégica da entidade e mencionou a possibilidade de envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei que altera o estatuto da fundação. Segundo ele, a proposta deve ampliar a flexibilidade de atuação da Fiocruz, tanto no Brasil quanto no exterior.
É muito provável que chegue a essa Casa um um projeto de lei encaminhado pelo Executivo que altera o estatuto da Fiocruz, lhe concedendo maiores flexibilidades, não apenas para atuar no exterior, mas para que a gente tenha maior competitividade no campo da produção, do desenvolvimento tecnológico, da gestão questão dos nossos hospitais e principalmente para assumir uma tarefa que nos foi colocada pelo governo brasileiro, da Fiocruz sediar um centro de emergências e e preparação para para pandemias.
A Fiocruz tem uma ampla rede de parcerias com instituições de pesquisa, universidades, empresas farmacêuticas, fundações e organizações internacionais. Essas colaborações ajudam a fortalecer a presença do Brasil no cenário global.
Sobre isso, a diretora do Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, Cláudia de Angelo Barbosa, destacou a importância desses acordos:
A internacionalização de instituições como a Fiocruz adquire importância estratégica, pois habilita a participação do Brasil nos debates e decisões de saúde global, levando em conta nossa própria capacidade científica e produtiva.
O processo de internacionalização da Fiocruz envolve a consolidação de representações da fundação no exterior. No hemisfério sul, o foco é o fortalecimento de cooperações estruturantes; já no hemisfério norte, a abordagem da Fiocruz está em parcerias voltadas à tecnologia industrial, especialmente no desenvolvimento de projetos inovadores. Essa estratégia busca impulsionar a produção de tecnologias alinhadas às demandas do SUS, integrando a inovação internacional ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde.
Sob a supervisão de Maurício de Santi da Rádio Senado, Isabel Cristina.
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