

As embalagens de medicamentos (conhecidas como blister) estão sendo transformadas em móveis ecológicos. A startup Menzani, que idealizou o projeto, encontrou na Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz -, através da Farmanguinhos, a parceria ideal.
O trabalho consiste em triturar as caixas, gerando um pó que depois é aquecido, prensado e transformado em chapas. Essas, por sua vez, são encaixadas umas nas outras no formato do móvel desejado.



Os blisteres triturados e a chapa feita com esse material
“Em 2014, um ex-aluno, que era catador, me perguntou se era possível fazer móveis com plástico. Fiquei com essa ideia na cabeça, fiz outros trabalhos para criar móveis com materiais descartados, reciclados, até que neste ano de 2025 começamos a trabalhar com os blisteres, fazendo as primeiras chapas“, explica Alessandro Menzani, responsável pela
startup.
A conexão com a Fundação Oswaldo Cruz se deu por conta das embalagens de medicamentos. Em busca desse material descartado, Alessandro chegou até uma cooperativa em Pouso Alegre (MG), que recebia as caixas de remédio não utilizadas pela Farmanguinhos, que é a responsável pela produção de remédios da Fiocruz.


Da esquerda para a direita: Gabriel, Bruno, Denise e Alessandro na Farmanguinhos
“Para fazer os blisteres tem todo um processo para que a embalagem fique certinha e caiba perfeitamente os medicamentos. Por isso, temos alguns descartes. Essas embalagens utilizadas em projetos assim não são contaminadas, pois não tiveram contato com os remédios, porque foram descartadas antes disso. No entanto, no processo de feitura da
chapa como a da Menzani, que passa por trituração e aquecimento, essa contaminação é eliminada“, detalha Denise Barone, gestora na Farmanguinhos.


A máquina que era utilizada para triturar os blisteres na Farmanguinhos
“Antes, utilizamos essa máquina [foto acima] e fazíamos o processo aqui mesmo. Depois, passamos a enviar esse descarte para a cooperativa em Pouso Alegre“, conta Bruno Rafael Almeida Viana, analista de meio ambiente na Farmanguinhos.
A proposta da Menzani, além de utilizar os blisters não utilizados por laboratórios como o da Farmanguinhos, é instalar pontos de descartes em unidades de saúde pública para que as pessoas deixem lá as embalagens vazias quando forem buscar novas caixas com medicamentos.


As caixas de remédio descartadas
“Esse é o tipo de projeto que as gerações futuras vão abraçar. Devido à educação ambiental estar cada vez mais presente nas vidas das pessoas, principalmente as mais novas, iniciativas assim farão muito sucesso e muito bem ao planeta em um futuro próximo“, destaca Luciano Melo, supervisor de produção na Farmanguinhos.


Os três primeiros bancos
O biólogo Gabriel Lysias, parceiro de Alessandro neste projeto da Menzani, garante a qualidade dos móveis feitos com chapas formadas de embalagens de medicamentos:
“É um material muito mais resistente que MDF, por exemplo. Dura muito mais tempo em áreas de maresia, em comparação. São utensílios que terão vida útil de pelo menos 50 anos. Além de terem designer próprio, original, muito bem elaborados e trabalhados. Como diz o Alessandro [Menzani] ‘é do lixo ao luxo’”.
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