Reunião no Recife destaca papel estratégico do setor, responsável por 10% do PIB brasileiro, e reforça construção de políticas para inovação, geração de emprego e redução das desigualdades regionais
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) recebeu, nesta quinta-feira (26), representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para uma visita institucional que reforçou o diálogo entre as duas instituições em torno do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) na Região. O encontro destacou o papel estratégico da saúde como vetor de desenvolvimento regional e nacional.
Atualmente, o setor responde por cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e emprega diretamente aproximadamente 10 milhões de pessoas. Apesar da relevância econômica, o País ainda enfrenta um déficit comercial de US$ 27 bilhões na área, evidenciando a necessidade de ampliar a capacidade produtiva e tecnológica nacional.
Durante a reunião, o coordenador da Rede CEIS e líder do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GPCEIS/CEE-ENSP/Fiocruz), Carlos Gadelha, ressaltou a importância de integrar a agenda da saúde às políticas de desenvolvimento regional. Segundo ele, os investimentos no setor ainda estão concentrados, sobretudo, na região Sudeste. “Desde 2023, foram investidos cerca de R$ 60 bilhões no complexo da saúde, com forte concentração em São Paulo. É fundamental pensar a saúde como uma das dimensões do desenvolvimento sustentável do País, especialmente no Nordeste”, afirmou.
Gadelha também destacou o potencial estratégico da Região. “O Nordeste precisa reivindicar um papel central na inovação do complexo industrial da saúde, pois se trata de um sistema produtivo capaz de gerar emprego, renda e desenvolvimento tecnológico”, completou.
O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, por sua vez, reforçou o compromisso institucional da Autarquia em aprofundar o diálogo com a Fiocruz e demais atores estratégicos. “Vamos dar início às discussões para elaboração do novo Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), para o período de 2028 a 2031, alinhado ao Plano Plurianual (PPA). Nesse contexto, é fundamental estruturar uma agenda robusta para o complexo industrial da saúde, fortalecendo o sistema produtivo regional”, destacou.
As duas instituições assumiram o compromisso de aprofundar o diálogo institucional e fomentar a articulação entre governo, academia e setor produtivo, para o fortalecimento do sistema industrial da saúde no Nordeste. A agenda conjunta deverá contribuir para consolidar a região como polo estratégico do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, alinhando-se às políticas nacionais de reindustrialização e ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
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