SALESóPOLIS, SP — O Sistema Único de Saúde (SUS) está prestes a dar um passo histórico que une a sabedoria ancestral à ciência moderna.
O famoso “remédio da vovó” para problemas nos rins — a quebra-pedra (Phyllanthus niruri) — será a base do primeiro medicamento fitoterápico industrializado desenvolvido por um laboratório público brasileiro para o tratamento de distúrbios urinários.


(Foto: Freepik)
Essa iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre a Fiocruz, o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Mas o que isso muda na prática para o paciente? Entenda por que essa planta é tão eficaz e como será seu uso no sistema público.
O que é a planta quebra-pedra e para que serve?
Conhecida cientificamente como Phyllanthus niruri, a quebra-pedra é uma planta medicinal utilizada há gerações no Brasil.
Embora o nome sugira que ela “quebra” os cálculos renais, seu efeito principal é evitar a formação e a agregação dos cristais, facilitando a expulsão de pequenas pedras e prevenindo a formação de novas.
Principais benefícios:
- Ação Diurética: Ajuda na eliminação de toxinas e na limpeza das vias urinárias.
- Prevenção de Cálculos: Inibe o crescimento dos cristais de oxalato de cálcio (o tipo mais comum de pedra no rim).
- Efeito Antiespasmódico: Relaxa o sistema urinário, o que ajuda a reduzir a dor e facilita a passagem de cálculos.
- Combate a Infecções: Possui propriedades que auxiliam no controle de bactérias no trato urinário.
Por que o SUS está adotando o fitoterápico agora?
Até então, o uso da quebra-pedra era predominantemente doméstico (chás e infusões). A novidade é a produção de um fitoterápico industrializado. Isso garante:
- Padronização: Diferente do chá caseiro, o remédio terá a concentração exata dos princípios ativos necessários.
- Segurança Sanitária: O medicamento passa pelo rigoroso crivo da Anvisa.
- Acesso Gratuito: Pacientes que sofrem com cálculos renais recorrentes terão uma opção de tratamento preventivo de alta qualidade sem custo.
Valorização do conhecimento tradicional e da biodiversidade
O projeto é considerado um marco para a bioeconomia brasileira. Segundo a Fiocruz, ao transformar o saber popular em tecnologia farmacêutica, o Brasil reforça sua soberania na produção de medicamentos e valoriza a biodiversidade nacional.
Além disso, a iniciativa prevê a repartição de benefícios com as comunidades que detêm o conhecimento tradicional sobre a planta.
Quando o medicamento estará disponível?
O investimento inicial de R$ 2,4 milhões já foi destinado ao desenvolvimento. A expectativa é que o medicamento chegue às unidades de saúde do SUS nos próximos 2 anos, após a conclusão dos lotes-piloto e das etapas regulatórias.
Dica importante!
Apesar de ser um “remédio natural”, o uso da quebra-pedra deve ser orientado por profissionais de saúde. A automedicação, mesmo com plantas, pode mascarar sintomas de problemas mais graves.
Com a chegada do fitoterápico ao SUS, os médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS) poderão prescrever o tratamento de forma segura e acompanhada.
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