“Assinámos um protocolo negocial que integra as matérias que temos vindo a reivindicar. É, finalmente, um passo em frente, um ponto de partida para a negociação, na qual vamos continuar a ser exigentes e firmes”, confirmou ao DN, a presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá.
A dirigente manifestou-se satisfeita, mas destacou que “foi preciso haver três mortes em dois dias, urgências cheias, grávidas a terem os seus bebés em ambulâncias e 1,5 milhões de pessoas ainda sem médico de família, assistindo nós todos os dias a situações de constrangimentos no SNS, para o Ministério da Saúde assinar um protocolo com a Fnam”. Recorde-se que só o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) tinha assinado acordo com a tutela, no final de 2024, e que entrou em vigor em 2025.
A partir daqui, e a próxima reunião está já marcada para dia 20 de janeiro, “vamos poder negociar matérias que há muito fazem parte do nosso caderno de reinvidicação e vamos fazê-lo com seriedade e transparência, porque esta é a única forma de conseguirmos negociar melhores condições de trabalho para os médicos e de trazer mais profissionais para o SNS, protegendo assim os doentes e defendendo o serviço público”.
Na reunião da tarde desta sexta-feira, estiveram presentes ainda presentes os representantes da Administração Pública e dos hospitais EPE, que aceitaram que o protocolo integre a discussão das tabelas salariais e de condições de trabalho, como avaliação dos médicos, progressão na carreira, reintegração do internado médico na carreira, revisão da jornada de trabalho semanal, a reposição de dias de férias, a questão da proteção da parentalidade e ainda o regime de dedicação exclusiva.
Mas como diz Joana Bordalo e Sá: “A partir daqui vamos ver.”
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