Um estudo publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas analisou a violência urbana e doméstica vivenciada por agentes comunitários de saúde no Nordeste, comparando 2021, durante a pandemia de Covid-19, e 2023, no período pós-pandêmico.
Participaram 1.942 agentes na primeira etapa e 1.907 na segunda. A pesquisa foi conduzida pela Rede Nós APS Brasil, coordenada por pesquisadores da Fiocruz em Pernambuco e Ceará, com financiamento da Fiocruz, da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Lemann Research Fund, da Universidade Harvard.
Violência contra agentes comunitários
Abrangência territorial e contexto
- Pesquisa realizada em Fortaleza, Recife, João Pessoa e Teresina, além de municípios do interior do Ceará.
- Violência reconhecida como problema global de saúde pública.
- No Brasil, desigualdades estruturais intensificam vulnerabilidades nas periferias urbanas.
Papel dos agentes comunitários
- Integram a Estratégia Saúde da Família, pilar do Sistema Único de Saúde.
- Vivem nos territórios onde atuam, fortalecendo vínculos comunitários.
- Proximidade aumenta a exposição às dinâmicas locais de violência.
Diferenças de gênero
- Homens relatam maior exposição à violência urbana, incluindo armas, gangues e agressões.
- Mulheres identificam mais casos de violência doméstica e sexual, sobretudo no pós-pandemia.
- Experiências revelam dimensões não captadas por estatísticas oficiais.
Impactos da pandemia
- Isolamento social reduziu visitas domiciliares.
- Possível subnotificação de violência doméstica em 2021.
- Retomada presencial ampliou a identificação de casos.
Desafios institucionais
- Ausência de protocolos claros para enfrentamento da violência.
- Falta de capacitação específica e suporte institucional.
- Violência compromete a atuação dos agentes e a resposta da atenção primária.
Situação dos profissionais
Relatórios como o “Atlas da Violência na Perspectiva dos Agentes Comunitários de Saúde” apontam que a violência urbana, agravada pela pandemia, compromete a saúde mental, a qualidade de vida e a continuidade do cuidado ofertado à população.
Diante desse cenário, muitos agentes adotam estratégias informais de autoproteção, como evitar áreas ou horários de maior risco, frequentemente sem respaldo institucional.
Embora atuem como elo na identificação e encaminhamento de casos de violência doméstica, lacunas estruturais limitam sua atuação. O estudo conclui que a violência impacta a atenção primária e demanda políticas de proteção e fortalecimento do SUS em áreas vulneráveis.
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