Em 2024, a cidade registrou 86,4% de prevalência média do mosquito que impede a transmissão da dengue

Um estudo da revista The Lancet Regional Health – Americas, publicado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) de Mato Grosso do Sul, confirma o impacto expressivo da soltura de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia na redução da dengue em Campo Grande.
A pesquisa que acompanhou 1.677 ovitrampas espalhadas pela capital aponta que houve queda de 63,2% na incidência da doença em 2024, em áreas nas quais a bactéria atingiu níveis estáveis após o período de soltura dos mosquitos com Wolbachia.
Conforme os dados da pesquisa, em 2024, a cidade registrou prevalência média de 86,4% da bactéria, e 89% das áreas monitoradas atingiram pelo menos 60% de prevalência, índice considerado essencial para a estabilidade da intervenção.
A análise de casos entre 2008 e 2024 mostrou uma mudança significativa no comportamento epidemiológico.
Antes da Wolbachia, surtos ultrapassavam frequentemente 4.700 casos anuais. Após a intervenção, conforme a análise de dados, os números se estabilizaram em patamares menores.
A pesquisa realizada é resultado de uma ampla cooperação entre a Fiocruz Mato Grosso do Sul, Fiocruz Minas, universidades internacionais como Yale, Stanford e Johns Hopkins, Fundação Oswaldo Cruz, World Mosquito Program, além das secretarias Municipal e Estadual de Saúde. A iniciativa é financiada e coordenada pelo Ministério da Saúde.
O projeto – A Wolbachia é uma bactéria presente naturalmente em 60% dos insetos que impede a multiplicação do vírus da dengue dentro do Aedes aegypti, reduzindo sua capacidade de transmitir a doença.
Em Campo Grande, a liberação ocorreu entre 2020 e 2023, envolvendo mais de 100 milhões de mosquitos distribuídos em seis grandes zonas urbanas.
A estratégia se destaca por não utilizar produtos químicos, integrar-se às ações de vigilância em saúde e manter-se de forma autônoma na população de mosquitos ao longo do tempo.
A Fiocruz MS coordenou a execução local do estudo e o monitoramento epidemiológico, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde garantiu a logística territorial. A Secretaria Estadual de Saúde apoiou a iniciativa com estrutura física, veículos e equipe técnica.
Os autores ressaltam que a experiência de Campo Grande fortalece políticas públicas baseadas em evidências e contribui para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis no combate às arboviroses no Brasil.
Segundo os pesquisadores, o impacto epidemiológico observado em Campo Grande mostra que a técnica tem potencial para ser replicada em outros municípios do país.
Boletim Epidemiológico – O atual boletim epidemiológico da doença em Mato Grosso do Sul, publicado no dia 28 de novembro, mostra que de janeiro a novembro o Estado registrou 13.799 casos prováveis de dengue, sendo que 8.323 foram confirmados.
Entre os confirmados, foram registrados 18 óbitos. Em Campo Grande existem apenas 512 casos prováveis, tornando a capital do Estado o quinto município com os menores índices de casos do Mato Grosso do Sul, de acordo com o boletim da SES (Secretaria de Estado de Saúde).
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