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O avanço dos casos de Influenza A no Brasil acendeu o alerta das autoridades sanitárias. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus estão entre os principais causadores da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que quase todas as unidades da Federação — com exceção de Rondônia — estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Além disso, 20 delas também apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, nas últimas seis semanas.
Dia Nacional da Imunização
Nas vésperas do Dia Nacional da Imunização, celebrado hoje, 9, e instituído para conscientizar a população sobre a segurança e a eficácia das vacinas, a discussão ganha ainda mais relevância. “Diante deste cenário crítico, a vacinação se reafirma como a ferramenta mais eficaz para conter o vírus, proteger a saúde individual e restabelecer a imunidade coletiva”, explica a coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão e mestre em Promoção da Saúde, Greice Kely Nogueira.
Adesão x fake news
Apesar de o Brasil possuir o Programa Nacional de Imunizações (PNI), um dos maiores e mais respeitados sistemas públicos e gratuitos de vacinação do mundo, a queda na cobertura vacinal preocupa. Segundo a especialista, a hesitação da população em se vacinar é alimentada por um fenômeno complexo: a desinformação, o medo infundado de efeitos colaterais e a “falsa sensação de segurança”.
“A ideia de que não é necessário vacinar-se porque ‘as doenças não existem mais’ é um equívoco. Muitas doenças estão controladas justamente pela vacinação. A redução da cobertura vacinal pode levar ao retorno de moléstias já eliminadas, como observado com o sarampo em anos recentes”, adverte.
Greice também desmistifica boatos comuns, como o de que o imunizante da gripe seria capaz de provocar a doença. “A vacina contra a influenza é produzida com vírus inativados ou fragmentados, incapazes de causar a doença”, afirma.
Estratégias de combate
Para reverter o quadro epidemiológico e aumentar a adesão às campanhas atuais, a coordenadora defende ações práticas, descentralizadas e uma combinação de vigilância epidemiológica e hábitos diários de higiene. Foco total na campanha.
“Investir na imunização é a escolha mais inteligente para o país. A vacinação é reconhecida como uma das intervenções mais custo-efetivas em saúde pública. Ela evita milhões de mortes anualmente e reduz significativamente a sobrecarga dos sistemas de saúde”, complementa Greice Kely.
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