Laís Florêncio 10 de maio de 2026 às 09h54min

O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil está diretamente ligado à maior circulação dos vírus influenza A e sincicial respiratório (VSR), característica do período sazonal.
O levantamento mostra que o crescimento das notificações já era esperado para esta época do ano, com pico previsto para meados de maio. No entanto, como a influenza A começou a circular mais cedo em 2026, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, alguns estados dessas áreas já começam a registrar queda nos casos confirmados. Em contrapartida, toda a Região Sul, além de estados como Acre, Rondônia, Roraima, São Paulo, Espírito Santo e Alagoas, seguem com aumento de SRAG associado ao vírus.
O boletim também chama atenção para o avanço do VSR, que afeta principalmente crianças menores de 2 anos. O crescimento foi identificado em estados de todas as regiões, incluindo Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Já Acre, Goiás, Roraima e Rondônia apresentam queda, enquanto Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins mostram estabilidade ou oscilações.
Os casos de SRAG relacionados à Covid-19 permanecem em tendência de alta apenas no Ceará e no Maranhão.
No panorama geral, quase todas as unidades da federação — com exceção de Paraná e São Paulo — registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Em grande parte delas, há tendência de crescimento no longo prazo, como no Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Entre as capitais, 18 apresentam atividade de SRAG em níveis preocupantes, com tendência de alta: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro, São Luís, São Paulo e Teresina. Na maioria delas, o aumento das internações ocorre principalmente entre crianças pequenas, com destaque para Maceió, Palmas e Campo Grande, onde também há crescimento entre idosos.
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