Evento no Rio de Janeiro debaterá e celebrará os 40 anos da Oitava Conferência Nacional de Saúde. Nos dias 7 e 8 de maio, encontro será o primeiro do ciclo de debates proposto pelo Outra Saúde

No ano em que a 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) – evento que mudou os rumos da saúde no Brasil – completa 40 anos, o Outra Saúde vem publicando artigos para contribuir para a reflexão sobre essa data e o processo de criação do SUS. Esse esforço faz parte de nosso projeto principal para 2026, que nomeamos “Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS: 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde” e construímos em parceria com o Icict/Fiocruz. Ele envolve também encontros de debates e celebração – e o primeiro acontecerá em três semanas.
No Rio de Janeiro, nos dias 7 e 8 de maio, nos reuniremos com alguns dos principais pensadores sobre o sentido histórico Reforma Sanitária e que também fazem parte das lutas atuais para garantir saúde para todos. Ele acontecerá na Casa de Rui Barbosa, e parte da programação foi apresentada aqui.
A mesa de abertura terá o tema 8ª CNS – Um debate que se atualiza na luta. Com a presença da sanitarista Sonia Fleury (CEE/Fiocruz), dos historiadores Tiago Siqueira Reis (UFRR) e André Vianna Dantas (ENSP/Fiocruz) e do pesquisador Richarlls Martins (coordenador do Plano Integrado de Saúde das Favelas), pretendemos somar um balanço do processo histórico de 40 anos atrás, essencial para a criação do SUS, à discussão dos rumos estratégicos das lutas da saúde no presente. Em artigo que publicamos hoje, Sonia dá pistas do que será abordado em sua fala.
Para entender as principais questões que envolvem a saúde pública e o SUS hoje, “é necessário percorrer a longa trajetória da Reforma Sanitária Brasileira, que vai da construção do campo de conhecimentos da saúde coletiva aos espaços de organização; da formulação do projeto à ocupação das arenas estratégicas; da institucionalização precarizada à constante defesa do projeto original; da ampliação e renovação permanente das áreas de atuação, dos sujeitos e da institucionalidade”, escreve ela.
Ao lado de Sonia, o historiador André Vianna Dantas também trará contribuições valiosas. Pesquisador e docente do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh), que é parte da ENSP/Fiocruz, ele defende: “Um êxito inegável do processo da Reforma Sanitária é a percepção de que a luta popular é o motor das transformações”.
Outro historiador estará ao lado deles: Tiago Siqueira Reis, que estudou, em seu doutorado, a história do público-privado na saúde. Sua pesquisa atual sobre movimentos indígenas ampliará o debate da Reforma Sanitária oferecendo uma visão das tensões estruturais do SUS e da luta por saúde de populações vulneráveis.
Fechando a composição da mesa, o presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD) do Brasil, Richarlls Martins, foi a primeira pessoa negra a ocupar essa posição. Seu trabalho busca demonstrar como equidade, participação social e o enfrentamento do racismo estrutural são fundamentais para a efetivação do SUS nos territórios.
Além da mesa de abertura, haverá debates sobre Comunicação e Saúde, Indústria da Saúde e Soberania e o lançamento da 2ª Conferência Livre, Popular e Democrática de Saúde, além de depoimentos históricos. Nos próximos dias, apresentaremos todos os detalhes.
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