Lula e Padilha inauguram nova sede da Fiocruz e entrega veículos para transporte de pacientes do SUSÉrica Martin/Agência O DIA
Também participaram da cerimônia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, o governador em exercício Ricardo Couto, além de outras autoridades. A agenda marcou o encerramento oficial das comemorações pelos 125 anos da insitituição.
“Agora tem especialista. O que antes era um caminho de sofrimento vai virar caminho da saúde, com dignidade e conforto para os pacientes. Os veículos têm ar-condicionado, capacidade para 14 pacientes e 14 acompanhantes, além de tudo tem todas as condições de acessibilidade”, afirmou Padilha.
“Esse ônibus aqui foi feito para dar um pouco de respeito ao povo que tem deficiência física, sobretudo às pessoas que têm dificuldade de subir uma escada. Às vezes, elas precisam ser carregadas no colo, mas agora o veículo vai chegar, a própria pessoa vai pegar o controle e subir. Isso aqui faz parte de uma obsessão que eu tinha na área da saúde”, frisou Lula.
“Como govenador em exercício e cidadão fluminense, eu acho que a saúde deve ir aonde o povo estar. Deixo aqui meu agradecimento ao presidente Lula e deixo claro que as portas do estado do Rio de Janeiro está aberta para todos os incentivos da saúde”, reforçou Couto.
O CDTS/Fiocruz, que impulsiona projetos científicos há mais de 20 anos, ganhou uma sede exclusiva para acolher projetos inovadores. No prédio-sede, foram investidos R$ 370 milhões. O centro desenvolve produtos e tecnologias ligadas a vacinas, fármacos, biofármacos, reativos e métodos de diagnóstico para o SUS, entre outras tecnologias, fortalecendo a capacidade de inovação nacional e a soberania em saúde.
O trabalho com a terapia CAR-T delimita um marco para o SUS: tecnologia inovadora no tratamento do câncer. A atuação da Fiocruz poderá permitir que o produto se torne acessível à população, em um processo que envolve incorporação de tecnologia combinada ao desenvolvimento de estudo clínico. A iniciativa é parte do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS), vinculado ao Novo PAC, com valor de R$ 330 milhões já investidos.
“Mesmo antes de entrar em funcionamento, nós já colaboramos com 60 países. Esse prédio é a ponte para ultrapassarmos o ‘vale da morte’, conceito que representa a dificuldade de a nossa ciência chegar ao cidadão. Outro projeto é o nosso laboratório de produção de células para a cura do câncer. O Lula esteve lá e teve a oportunidade de conhecer um paciente curado, que já havia sido submetido a vários procedimentos e agora está curado. Isso não é milagre, é ciência”, explicou.
O ministro da saúde também destacou a importância da pesquisa e explicou como funciona o tratamento.
“Hoje fazemos o maior programa do mundo que vai nos guiar a eliminar o câncer de colo de útero que afeta tantas mulheres. A Fiocruz desenvolveu esse teste 100% nacional, gerando renda, emprego, tecnologia, conhecimento e segurança, e 5% mais barato que o internacional. A inauguração de hoje coloca a Fiocruz no presente e no futuro das novas tecnologias. Umas das tecnologias é uma terapia avançada, um tipo de tratamento que você tira a célula da pessoa e contacta ela com um vírus que vai transformá-la para atacar os tumores”, contou.
Padilha relatou ainda que o tratamento custa cerca de R$ 2,5 milhões, mas que graças a Fiocruz, pessoas poderam recebê-lo de forma gratuita, através do SUS.
Veículos para deslocamento de pacientes
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