Um novo estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz identificou uma associação relevante entre a infecção por dengue e o aumento do risco de desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré, uma complicação neurológica rara, porém potencialmente grave.
Segundo os dados analisados, pessoas diagnosticadas com dengue apresentam um risco até 17 vezes maior de desenvolver a síndrome nas seis semanas seguintes à infecção.
O risco é ainda mais elevado no período inicial: nas duas primeiras semanas após o início dos sintomas, a probabilidade pode chegar a ser até 30 vezes superior ao esperado.
Em termos absolutos, os pesquisadores estimam que, a cada 1 milhão de casos de dengue, cerca de 36 pacientes podem evoluir para a síndrome.
Apesar de ser um número relativamente baixo, o impacto se torna relevante devido à alta incidência da dengue no Brasil, especialmente em períodos de surtos.
A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos. Isso pode causar fraqueza muscular progressiva, perda de reflexos e, em casos mais graves, comprometimento da respiração, exigindo internação e suporte intensivo.
Os pesquisadores destacam que o principal avanço do estudo é reforçar a relação entre as duas condições, o que pode ajudar na identificação precoce de sinais neurológicos em pacientes que tiveram dengue.
A detecção rápida é considerada essencial para o início de tratamentos como imunoglobulina e plasmaférese, que apresentam melhores resultados quando aplicados precocemente.
O estudo também reforça a importância de protocolos de acompanhamento clínico nas semanas seguintes à infecção, com atenção especial a sintomas como fraqueza progressiva, especialmente nos membros inferiores.
Especialistas alertam que, diante da ausência de tratamento antiviral específico para a dengue, a prevenção segue como principal estratégia de combate à doença, sobretudo por meio do controle do mosquito Aedes aegypti.
A pesquisa reforça a necessidade de vigilância médica após a infecção e contribui para ampliar o entendimento sobre possíveis complicações neurológicas associadas à dengue em contextos de alta circulação do vírus.
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