- Ministério da Saúde homenageou a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) por liderar a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA).
- A cerimônia ocorreu em Brasília, no final de março, durante a 33ª Oficina de Trabalho Interagencial com 45 instituições participantes.
- O reconhecimento também destacou a participação de docentes da FMRP na elaboração da terceira edição do “Livro Verde da RIPSA”, referência nacional de indicadores de saúde.
- Janise Braga Barros Ferreira, professora associada, representou a faculdade na rede e ressaltou o caráter colaborativo da publicação.
A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP foi homenageada pelo Ministério da Saúde pelo seu protagonismo na construção e fortalecimento da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), iniciativa voltada à qualificação da informação em saúde no Brasil.
A homenagem aconteceu em Brasília, no final do mês de março, durante a 33ª edição da Oficina de Trabalho Interagencial, que reuniu 45 instituições-membro da iniciativa para discutir temas relacionados ao aprimoramento da informação em saúde e ao planejamento de produtos técnicos voltados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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Além de destacar a contribuição da unidade para a qualificação da informação em saúde no Brasil, o reconhecimento também marca a participação de docentes da FMRP na elaboração da terceira edição do livro “Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil: Conceitos e Aplicações”, conhecido como “Livro Verde da RIPSA”, referência técnica nacional para produção e interpretação de indicadores de saúde.
“Esta publicação é resultado de um trabalho colaborativo, consensuado e comprometido com a produção e disseminação de informação em saúde”, afirmou Janise Braga Barros Ferreira, professora associada do Departamento de Medicina Social da FMRP e representante titular da faculdade na Rede.




Atuação técnica da FMRP
A participação da FMRP-USP na RIPSA ocorre por meio da atuação de seus representantes em instâncias técnicas da Rede. Janise, por exemplo, faz parte do Comitê de Gestão de Indicadores de Cobertura, grupo responsável por aprimorar métodos e validar indicadores ligados à cobertura de ações e serviços de saúde.
A rede também conta com a participação da técnica em informática Rosane Aparecida Monteiro, integrante do Comitê Temático Interdisciplinar de Saúde Digital, que debate temas relacionados à transformação digital da saúde pública.
Já o professor Carlos Eduardo Menezes de Rezende atua como suplente da representação institucional e também integra o comitê.
Universidade e saúde pública
A nova edição do “Livro Verde”, com participação de docentes da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, reúne indicadores sobre demografia, mortalidade, fatores de risco e sistema de saúde, reafirmando o papel da universidade pública na produção de conhecimento técnico-científico voltado ao interesse coletivo.
Segundo a Faculdade, sua contribuição se da devido à expertise na análise de grandes bases nacionais de dados em saúde, no desenvolvimento de pesquisas aplicadas e na formação de profissionais especializados em informação em saúde e epidemiologia, fortalecendo a produção e a interpretação qualificada de indicadores utilizados na gestão pública.
A publicação traz orientações para interpretação dos dados e contou com a colaboração de mais de 450 especialistas de 45 instituições brasileiras.




Saúde digital e integração nos dados
Criada em 1996 pelo Ministério da Saúde em cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a RIPSA atua na geração, análise e disseminação de informações voltadas às políticas públicas de saúde no Brasil.
“Os avanços da Saúde Digital, como a implementação da Rede Nacional de Dados de Saúde e a integração progressiva de sistemas, são fundamentais para que o SUS possa ter um cenário real da situação de saúde da população”, informa Rosane.
Apesar dos avanços, a profissional destaca que ainda existem desafios para integrar os sistemas e garantir que os resultados cheguem rapidamente para ajudar na tomada de decisões. “O Brasil tem avançado na qualificação da informação e cobertura dos sistemas de saúde, mas o grande desafio ainda é a interoperabilidade dos sistemas com resultados em tempo oportuno para tomadas de decisão mais assertivas”, afirmou.
Para Janise, a retomada das atividades da RIPSA demonstra a mobilização de pesquisadores, profissionais da saúde e instituições em torno da produção de informações confiáveis e oportunas.
Ainda assim, permanecem desafios como subnotificação de dados, registros incompletos, inconsistências regionais, dificuldades de integração entre sistemas e desigualdades regionais na capacidade de análise e aplicação desses indicadores.
*Com informações de Laura Madalossi, da FMRP e Vitória Gomes, do Jornal da USP
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