A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) demitiu no fim de abril o pesquisador João Santana da Silva, especialista em imunologia e professor aposentado da USP de Ribeirão Preto. Segundo pessoas ligadas à instituição, a decisão ocorreu após um processo administrativo que investigou denúncias de assédio e mau comportamento contra subordinados.
O caso tramita sob sigilo, mas reportagem da Folha de São Paulo apontou que um dos principais fatores para a demissão envolve uma denúncia de suposto assédio sexual contra uma aluna. De acordo com a apuração, a estudante procurou órgãos superiores após se sentir desrespeitada por comentários feitos pelo pesquisador.
A defesa de João Santana da Silva afirma que a decisão foi injusta e informou que pretende ingressar com uma ação judicial para tentar suspender a demissão. O caso deverá ser encaminhado ao Ministério Público Federal.
Investigação
Segundo pessoas familiarizadas com as apurações, o processo administrativo analisou relatos de alunos e mensagens atribuídas ao pesquisador enviadas a orientandas. Nas conversas, haveria referências a carência emocional e necessidade de abraço.
Ainda conforme os relatos citados pela reportagem da Folha de São Paulo, estudantes também classificaram o comportamento de João Santana como agressivo e mal-educado. O caso teria levado à abertura de investigações internas na Fiocruz. Em 2023, o pesquisador chegou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a própria Fiocruz, comprometendo-se a melhorar o comportamento dentro da instituição.
Posicionamentos
O advogado Renato Ribeiro de Almeida, responsável pela defesa do pesquisador, afirmou que considera a demissão desproporcional e sem provas robustas. Segundo ele, o caso será judicializado nas próximas semanas. A defesa também argumenta que o processo ainda deverá ser analisado pelo Ministério Público e pela Justiça, o que, segundo o advogado, justificaria a permanência do pesquisador nas atividades até uma decisão definitiva. Durante entrevista, o advogado destacou a trajetória acadêmica de João Santana da Silva, citando a atuação dele em pesquisas relacionadas à Covid-19 e o histórico como professor universitário e pesquisador na área de imunologia.
Em nota enviada à CBN Ribeirão, a Fiocruz informou que o processo administrativo ocorreu dentro dos parâmetros legais, com garantia ao contraditório e à ampla defesa. A reportagem também procurou a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público de São Paulo, que informaram não possuir registros sobre o caso até o momento. Já a USP de Ribeirão Preto informou que João Santana atua como professor sênior, modalidade que permite a participação de docentes aposentados em atividades de ensino, pesquisa e extensão sem vínculo empregatício ou remuneração.
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