A cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Tian Min, acompanhada de sua equipe, esteve na Fiocruz (8/5) para falar sobre parcerias entre a Fundação e instituições chinesas nas áreas de vigilância, medicinas tradicionais, tecnologias de fronteira e governança em saúde pública. Foi debatida a possibilidade de realização, no Rio de Janeiro, de eventos relacionados a práticas tradicionais e etnoculturais de saúde, ainda em 2026, dentro da programação do Ano da Cultura e do Turismo Brasil-China.
A representante chinesa foi recebida pela vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz, Maria de Lourdes Aguiar. Durante a reunião, Tian agradeceu o convite da Fiocruz, que coincide com o momento em que o corpo consular chinês do Rio de Janeiro passa a contar com um representante do Ministério da Ciência e Tecnologia. O vice-presidente adjunto de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz, Marcelo Pelajo, apresentou um histórico e um panorama dos principais institutos e centros da Fundação em todo o Brasil, explicando quais atividades são desenvolvidas em unidades localizadas no estado.
Em termos nacionais, a cônsul-geral trouxe algumas prioridades do 15º Plano Quinquenal da China e pontuou dois objetivos chineses igualmente relevantes para a saúde global: a autossuficiência tecnológica e a construção de uma “China saudável”. O IDRPC (Infectious Diseases Research and Prevention Center) foi citado como um dos principais marcos da cooperação China-Brasil, devido às trocas acadêmicas, às menções em reuniões de alto nível e a sua longevidade institucional. O Centro foi criado em 2018 e relançado pelo presidente da Fiocruz, Mario Moreira, no encontro entre os chefes de Estado em Pequim em 2023.
Ex-presidente da Fundação e coordenador acadêmico pelo lado brasileiro do IDRPC, Carlos Medicis Morel atualizou as equipes sobre detalhes da cooperação recente com institutos da Academia Chinesa de Ciências e outras organizações científicas chinesas. Parceiro chinês do IDRPC, o Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências foi selecionado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China para sediar o primeiro laboratório da Iniciativa Cinturão e Rota em parceria com o Brasil.
“Nossa parceria entre dois países e povos serve à paz e ao desenvolvimento mundial”, frisou Tian, que mencionou a série de comunicações e visitas de Estado entre os presidentes de Brasil e China para ilustrar que as relações bilaterais “estão em seu melhor momento histórico”. Pelajo concordou que China e Brasil convergem na visão de desenvolvimento e não apenas de crescimento econômico, o que vem aproximando cada vez mais os dois países. “A China é um pilar comercial e industrial, mas já é igualmente estratégica em ciência e tecnologia. Temos buscado interagir com a expertise chinesa em diferentes frentes de interesse comum não só na atualização de nossos quadros em novas tecnologias, mas no impacto direto sobre a qualidade de vida da população em territórios menos favorecidos”, destacou Pelajo.
Ao longo das conversas, várias outras iniciativas do histórico de cooperação científico-tecnológica entre a Fundação e organizações chinesas foram lembradas. Uma delas, o Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais (1989), integrou o movimento diplomático e científico impulsionado após o acordo de cooperação tecnológica firmado entre os países em 1982. Durante a visita ao Castelo da Fiocruz, toda a delegação de Tian teve acesso ao material original do evento, juntamente com vários títulos raros sobre a China selecionados pela equipe da Biblioteca de Obras Raras da Fiocruz.
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