A Fiocruz recebeu, nesta segunda-feira (18/5), uma delegação do Departamento de Administração e Finanças (DAF) do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique para uma série de visitas técnicas com foco no fortalecimento de capacidades técnicas em planejamento, gestão institucional, finanças e monitoramento de projetos em saúde. Dentro das ações do Memorando de Entendimento firmado entre as instituições em novembro de 2025, o Departamento propõe cooperação com base na troca de experiências práticas com equipes da Fiocruz nestas áreas.
A Fiocruz recebeu (18/5) uma delegação do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (foto: Pedro Linger)
A recepção oficial começou com reunião na sede da Vice-Presidência de Saúde Global e Relações Internacionais (VPSGRI/Fiocruz). Participaram representantes da Fiocruz ligados às áreas de cooperação internacional, planejamento estratégico e administração, além de integrantes da Fiocruz África, em participação remota. Pela delegação moçambicana, compareceram a chefe do Departamento Autónomo para Área de Administração e Finanças do Instituto Nacional de Saúde (INS), Sheila Maucy Lopes Matusse; o chefe de Repartição de Estudo, Planificação e Cooperação, Francisco Olegário Pedro Cossa; e o chefe de Repartição de Finanças, Muari Chipeja.
Durante a abertura da reunião, o coordenador de Cooperação Internacional da VPSGRI/Fiocruz, Pedro Burger, apresentou a trajetória institucional, ressaltando que a produção de medicamentos e imunobiológicos e o compromisso com a saúde pública fazem parte da missão da Fundação desde sua criação. O histórico das relações entre Brasil e Moçambique foi o pano de fundo para situar o escritório internacional mantido pela Fiocruz no país africano.
“Moçambique é a cooperação mais estruturada e avançada que temos na Fiocruz, não só com o INS, mas também com o Ministério da Saúde, universidades e farmacêuticas”, apontou Burger. O coordenador do Escritório Técnico da Fiocruz África, Augusto Paulo, que participou remotamente da reunião, avaliou que a integração de pautas administrativas à cooperação – lado a lado com iniciativas já consolidadas como cursos de mestrado, formações técnicas e ações em controle de qualidade – favorece o amadurecimento do sistema de gestão do instituto moçambicano justamente no momento de sua reestruturação.
Ao representar o diretor-executivo da Fiocruz, Juliano Lima, Lucina Matos defendeu que a cooperação trará oportunidades de aprendizado mútuo, já que o fortalecimento das finanças e do planejamento, na ampla reorganização desejada pelo INS, está integrado à agenda de cooperação e mira na criação de novos gabinetes.
“Viemos ver o que podemos replicar ou readequar à nossa realidade para fortalecer a área de administração e finanças”, afirmou a chefe do DAF do INS, Sheila Maucy Lopes Matusse. “Sentimos que nossos sistemas de gestão têm muitas lacunas e existe uma dificuldade de integração com os diferentes departamentos”, explicou. Matusse enumerou desafios relacionados à integração dos sistemas de gestão, monitoramento e avaliação, além de demandas em setores como patrimônio, conservação e transporte”. Ela destacou que a equipe do instituto é majoritariamente jovem e que um dos focos da gestão é profissionalizar os processos administrativos antes conduzidos predominantemente por pesquisadores.
Coordenadora de Cooperação Técnica Nacional da Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico (Cogeplan/Focruz), Cláudia Martins afirmou que o movimento de qualificar a gestão “faz com que os gestores falem de igual para igual com os pesquisadores, façam as perguntas certas e encontrem as melhores soluções”.
A chefe do Departamento Econômico Financeiro da Coordenação Geral de Administração (Cogead/Fiocruz), Maria de Lourdes Ferraz, tranquilizou a delegação moçambicana sobre iniciar agora a profissionalização da gestão, lembrando que o maior salto de qualidade da Fiocruz neste quesito só acontece a partir de 2006, quando perfis de gestão passaram a constar nos seus concursos públicos.
A programação segue até sexta-feira (22/5) e integra e prevê reuniões técnicas, workshops, visitas guiadas e apresentações sobre metodologias de planificação, gestão de projetos, sistemas digitais de apoio institucional, prestação de contas, monitoramento e avaliação. Entre os temas abordados estão a integração da Teoria da Mudança e do quadro lógico na gestão de iniciativas, além de boas práticas de inovação aplicadas à administração pública em saúde.
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