Goiás registrou o primeiro caso de febre Oropouche com transmissão local, segundo confirmação da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO).
O paciente é um homem adulto, morador de Anápolis, e não possui histórico de viagem, o que caracteriza o caso como autóctone, quando a infecção ocorre no próprio município.
O paciente procurou atendimento no dia 24 de março com suspeita inicial de dengue, apresentando sintomas como febre, exantema e tontura. Após exames e acompanhamento, o diagnóstico foi confirmado para febre Oropouche. Ele teve evolução considerada leve e já está recuperado.
A confirmação foi feita após investigação da Vigilância Epidemiológica e análise laboratorial realizada pelo Laboratório Estadual de Saúde Pública (Lacen-GO), responsável pelo monitoramento de arboviroses como dengue, zika, chikungunya e a própria febre Oropouche. Neste ano, mais de 6 mil amostras foram analisadas para a doença no estado.

Sintomas da febre Oropouche
A febre Oropouche apresenta sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como dor de cabeça intensa, febre, dores musculares, náusea e diarreia. Um dos principais diferenciais, no entanto, é a possibilidade de recidiva: em até 60% dos casos, os sintomas podem reaparecer uma a duas semanas após a melhora inicial.
Não há tratamento específico para a doença. O atendimento é voltado para o alívio dos sintomas, assim como ocorre com a dengue.
A transmissão ocorre principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Equipes de saúde identificaram a presença do vetor em Anápolis, o que reforça a necessidade de vigilância e controle.
Casos no Brasil
Dados nacionais apontam que o Brasil registrou 11.988 casos de febre Oropouche em 2025, com cinco mortes confirmadas e dois óbitos ainda em investigação.
Especialistas alertam que a semelhança dos sintomas com outras doenças pode dificultar o diagnóstico, exigindo atenção redobrada das equipes de saúde, especialmente na Atenção Primária, para identificação precoce, notificação e acompanhamento dos pacientes.
Prevenção inclui evitar picadas e eliminar criadouros


As autoridades de saúde recomendam medidas para evitar a proliferação do mosquito transmissor, como a eliminação de matéria orgânica acumulada, folhas, restos de alimentos e lixo, que servem de criadouro para o maruim.
Também é indicado o uso de roupas compridas, mosquiteiros e telas de proteção em residências. O uso de repelentes é recomendado, embora não haja comprovação específica de eficácia contra o maruim, podendo ajudar na proteção contra outros mosquitos, como o Aedes aegypti.
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