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Dois novos casos de hantavírus foram confirmados no Paraná, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os pacientes são moradores de Pérola d’Oeste, no Sudoeste do estado, e de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Outros 11 casos seguem em investigação e 21 já foram descartados. Na noite desta sexta-feira, 8, o Ministério da Saúde emitiu nota informando que os episódios não têm relação com o surto da doença registrado no cruzeiro MV Hondius — que, até o momento, registra oito casos de pessoas doentes e três mortes —.
O caso de Pérola d’Oeste envolve um homem de 34 anos, com confirmação em abril. Já em Ponta Grossa, a paciente é uma mulher de 28 anos, cujo diagnóstico foi confirmado em fevereiro.
A Sesa informou que a situação está sob controle no estado e que a rede pública monitora continuamente os casos suspeitos. Segundo a secretaria, os registros identificados no Paraná estão relacionados à cepa silvestre do vírus, transmitida por animais silvestres infectados.
O alerta internacional sobre o hantavírus ganhou força após mortes registradas em um cruzeiro que partiu da Argentina rumo a Cabo Verde. Pelo menos três pessoas morreram durante a viagem no navio MV Hondius. A suspeita é de infecção pela cepa andina do hantavírus, conhecida justamente por ser a única variante capaz de transmissão direta entre humanos.
Autoridades paranaenses reforçaram que os casos registrados no estado não têm relação com os episódios ligados ao cruzeiro.
Segundo o Ministério da Saúde, não há registros no Brasil de circulação da cepa andina, o único tipo que tem transmissão de pessoa para pessoa notificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Os dois casos confirmados de hantavírus no Paraná não têm qualquer relação com a situação internacional atualmente monitorada pela Organização Mundial da Saúde”, disse, em nota.
Cenário brasileiro
O hantavírus não é uma doença nova no Brasil e já circulava no país, sobretudo em casos ligados à transmissão por roedores silvestres infectados. Para ter ideia, foram 35 casos confirmados em 2025 e outros 44 em 2024. “Em 2026, até o momento, sete casos foram confirmados”, informou o ministério.
Hantavírus
O hantavírus faz parte de um grupo de vírus de transmissão zoonótica, ou seja, por meio de animais, quando pessoas têm contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
A doença causada pela infecção, a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, é rara, mas potencialmente grave e pode levar à morte.
Os principais sintomas são febre, sintomas gastrointestinais, rápida progressão para pneumonia, síndrome da angústia respiratória aguda e choque.
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