
O Paraná estáa entre estados em alerta por causa do avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, mostra crescimento das internações nas últimas semanas, principalmente por influenza A e vírus sincicial respiratório (VSR).
Segundo o levantamento, o Paraná aparece entre os 18 estados com sinal de crescimento de longo prazo nos casos graves de doenças respiratórias. Já Curitiba está na lista das 16 capitais brasileiras com nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco para SRAG.
O boletim aponta que as hospitalizações por influenza A continuam aumentando no Paraná, cenário semelhante ao registrado no Rio Grande do Sul e Tocantins. O vírus tem provocado crescimento de casos graves principalmente entre adultos e idosos, faixa etária que também concentra a maior mortalidade.
Entre os óbitos registrados nas últimas semanas no país, mais da metade dos casos positivos foram associados à influenza A.
Crianças pequenas concentram maior número de internações
A Fiocruz alerta que a incidência de SRAG segue mais elevada em crianças pequenas, principalmente por causa do vírus sincicial respiratório. Os dados laboratoriais mostram que o aumento de casos em crianças de até 4 anos está diretamente ligado à circulação do VSR, responsável por infecções respiratórias que podem evoluir para quadros graves.
Já nas demais faixas etárias, o avanço das internações está relacionado principalmente à influenza A.
Enquanto gripe e VSR avançam, os casos graves relacionados à Covid-19 continuam em queda na maior parte do país. O boletim indica que a incidência de SRAG causada pelo coronavírus permanece baixa em todas as faixas etárias.
Mais de 63 mil casos graves registrados no Brasil
O cenário nacional mostra crescimento contínuo das doenças respiratórias. Apenas em 2026, o Brasil já registrou 63.634 casos de SRAG. Desse total, quase 30 mil tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.
Nas últimas quatro semanas analisadas pela Fiocruz, o vírus sincicial respiratório respondeu por 44,5% dos casos positivos, seguido pela influenza A, com 24,5%, e pelo rinovírus, com 24,4%.
Campanha de vacinação contra a gripe
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensificou o chamamento para a vacinação contra a gripe, que segue até 30 de maio. Com a chegada do frio, as autoridades reforçam que este é o período mais apropriado para a imunização, que é a principal ferramenta para prevenir casos graves, internamentos e óbitos pela doença.
Para garantir o atendimento, o Estado conta com mais de 1.800 salas de vacinação abertas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Além disso, para facilitar o acesso do público-alvo, diversos municípios realizam ações externas. Para receber a dose, o cidadão deve apresentar um documento pessoal e a carteira de vacinação.
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