- As principais doenças causadas pela má alimentação incluem a obesidade, a diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, que surgem devido ao consumo excessivo de gorduras saturadas, açúcares e alimentos ultraprocessados.
- Queda de cabelo, fadiga, alterações no apetite e perda de peso sem motivo são sintomas que podem indicar problemas ligados à alimentação inadequada.
- O tratamento varia conforme a doença, mas pode envolver o acompanhamento médico e nutricional, a adoção de uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos.
Algumas doenças que podem ser causadas pela má alimentação são obesidade, diabetes tipo 2, anemia, doenças cardiovasculares e câncer, por exemplo.
Alguns dos sintomas que podem surgir devido às doenças causadas pela má alimentação incluem queda de cabelo, fadiga, perda de peso sem motivo aparente e aumento ou diminuição do apetite.
As doenças causadas pela má alimentação podem ser tratadas pelo médico e o nutricionista, incluindo a adoção de uma dieta saudável, a prática de exercícios físicos e, em alguns casos, o uso de remédios e a cirurgia.

Principais doenças
As principais doenças causadas pela má alimentação são:
1. Obesidade
A obesidade é uma doença que pode ser causada pela má alimentação, pois a ingestão excessiva de calorias, especialmente de alimentos ultraprocessados, favorece o excesso de peso e a obesidade visceral.
A baixa ingestão de fibras da dieta, presentes em alimentos naturais, como cereais integrais, feijões, frutas, vegetais, nozes e sementes, também atrapalha a manutenção de um peso saudável, favorecendo a obesidade.
A obesidade também pode ser provocada pelo sedentarismo, como ficar muito tempo sentado, e inatividade física.
O que fazer: é recomendado consultar o endocrinologista, clínico geral ou pediatra, para fazer uma avaliação completa e indicar o tratamento adequado.
O tratamento pode incluir mudança dos hábitos alimentares, práticas regulares de atividade física, psicoterapia, uso de medicamentos e cirurgia bariátrica. Conheça todos os tratamentos da obesidade.
2. Anemia
A má alimentação é uma das possíveis causas da anemia, quando essa doença ocorre devido à baixa ingestão de ferro.
O que fazer: se houver a suspeita de anemia, deve-se consultar o clínico geral ou pediatra. Caso a anemia seja confirmada, o médico poderá indicar o uso de suplementos orais e injeção de ferro.
Já o nutricionista pode recomendar priorizar a ingestão de alimentos ricos em ferro, como fígado, frango, peixe, semente de abóbora e grão-de-bico, e fontes de vitamina C, como caju, acerola e goiaba, por exemplo.
Leia também: Anemia: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento
radardasaude.com/anemia
3. Diabetes tipo 2
A má alimentação é uma das principais causas e fatores de risco para a diabetes tipo 2.
Isso porque dietas ricas em calorias, açúcares e gorduras saturadas e trans aumentam rapidamente os níveis de açúcar no sangue, favorecendo a resistência à insulina, que é um mecanismo importante para o desenvolvimento da diabetes tipo 2.
Além disso, a má alimentação também pode levar ao sobrepeso e à obesidade, condições que, junto com a dieta, são importantes fatores de risco para as alterações metabólicas que resultam na diabetes.
O que fazer: se esta condição for confirmada, o médico pode prescrever o uso de medicamentos antidiabéticos como metformina, glibenclamida e vildagliptina, por exemplo. Veja como é o tratamento da diabetes tipo 2.
Além disso, o nutricionista recomenda a adoção de uma dieta saudável, priorizando alimentos ricos em fibras, como frutas com casca, vegetais, leguminosas e cereais integrais, por exemplo.
4. Doenças cardiovasculares
As doenças cardiovasculares, como infarto, AVC, pressão alta e aterosclerose, são condições que também podem ser causadas pela má alimentação.
Isso porque o consumo frequente de alimentos como frituras, carnes vermelhas, embutidos, cereais refinados, doces, bebidas açucaradas e refeições do tipo fast food, favorece a inflamação e o estresse oxidativo nos vasos sanguíneos.
Além disso, o alto consumo destes tipos de alimentos aumenta os níveis de colesterol “ruim”, LDL, no sangue e diminui o colesterol “bom”, HDL, promovendo o entupimento das artérias.
O que fazer: o tratamento indicado pelo médico varia conforme o tipo de doença cardiovascular, podendo ser prescrito o uso de remédios como diuréticos e betabloqueadores, cateterismo e cirurgia.
Além disso, também pode ser recomendada a prática regular de exercícios físicos e ajustes na dieta, diminuindo-se a ingestão de sódio e alimentos ricos em gordura saturada, por exemplo.
Leia também: 10 doenças cardiovasculares: sintomas e tratamento
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5. Esteatose hepática
Embora as causas da esteatose hepática, ou gordura no fígado, ainda não estejam muito esclarecidas, acredita-se que a má alimentação pode estar relacionada com essa condição.
Isso porque os fatores nutricionais, como alimentação rica em gorduras e açúcar, podem resultar em um desequilíbrio entre o consumo e a produção de gordura pelo corpo e sua utilização e eliminação.
O que fazer: caso a esteatose hepática seja confirmada, o médico pode indicar tratamentos que incluem principalmente a mudança de hábitos, como evitar o consumo de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos diários.
Além disso, o nutricionista recomenda diminuir o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, como queijos amarelos, carne vermelha, chocolate, manteiga, sorvete, doce e suco de frutas.
6. Osteoporose
Outra possível doença causada pela má alimentação é a osteoporose.
Isso pode acontecer devido a baixa ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, que são fundamentais para a saúde óssea, como laticínios, sardinha e semente de linhaça, por exemplo.
O que fazer: o tratamento deve ser prescrito pelo médico e pode ser feito com o uso de medicamentos como alendronato, denosumabe e risedronato, reposição hormonal e uso de suplementos de cálcio e vitamina D.
Manter uma alimentação balanceada, incluindo alimentos ricos em cálcio e vitamina D, também é fundamental para complementar o tratamento.
Leia também: Osteoporose: o que é, sintomas, causas e tratamento
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7. Doença renal crônica
A má alimentação, com o alto consumo de alimentos ultraprocessados, proteínas e sal aumentam os riscos de doenças renais, como doença renal crônica.
Isso pode acontecer especialmente se a pessoa já apresenta diabetes ou pressão alta descompensada, por exemplo, que também estão relacionados com a má alimentação.
O que fazer: o médico poderá recomendar o uso de remédios diuréticos, suplementos nutricionais, mudança na dieta.
Em alguns casos, o médico também pode indicar a realização de diálise, hemodiafiltração ou transplante renal. Saiba como é o tratamento da doença renal crônica.
8. Câncer
A má alimentação pode favorecer o desenvolvimento do câncer, devido a uma combinação de fatores que favorecem o desenvolvimento e multiplicação de células cancerígenas, como obesidade, estresse oxidativo e inflamação crônica.
Esses fatores são estimulados pelo consumo frequente de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e gorduras saturadas e trans.
Além disso, uma dieta pobre em fibras e antioxidantes também prejudica as defesas naturais do corpo, aumenta o tempo de contato das toxinas das fezes com o corpo e favorece o crescimento de bactérias nocivas no intestino.
O que fazer: o tratamento desta condição varia conforme o tipo e a localização do tumor, onde o médico pode indicar a radioterapia e/ou quimioterapia.
O médico também pode recomendar a realização de uma cirurgia para remover o tumor, imunoterapia e transplante de medula óssea, por exemplo.
Leia também: Câncer: sintomas, tipos, causas e tratamento
radardasaude.com/cancer
Sintomas de má alimentação
Alguns sintomas da má alimentação são:
- Prisão de ventre;
- Queda de cabelo;
- Fadiga;
- Perda de peso sem motivo aparente;
- Aumento ou diminuição do apetite;
- Sede excessiva;
- Dor de cabeça constante;
- Pele e olhos amarelados;
- Dor abdominal.
Entretanto, é importante ressaltar que a má alimentação em si não causa sintomas. Os sintomas surgem devido aos problemas de saúde que esse hábito pode provocar.
Como saber se é má alimentação
Para saber se é má alimentação, é recomendado consultar o nutricionista ou o médico.
Assim, o profissional de saúde pode fazer uma avaliação dos hábitos alimentares da pessoa, por meio de um diário alimentar ou recordatório de 24 horas, por exemplo.
Além disso, o nutricionista também pode solicitar exames laboratoriais, como o exame de sangue, para avaliar os níveis de vitaminas e minerais no organismo.
Como ter uma alimentação saudável
Algumas dicas para se ter uma alimentação saudável incluem:
- Comer pelo menos 400g, ou cinco porções, de frutas e vegetais por dia;
- Beber pelo menos 2 litro de água ao dia;
- Priorizar os cereais integrais, como arroz integral, macarrão integral, milho e aveia;
- Diminuir o consumo de sal;
- Evitar o consumo de açúcar e gorduras saturadas.
É fundamental também evitar o consumo de carnes processadas e alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, cereais matinais, molhos prontos, refrigerante, biscoitos e refeições do tipo fast food.
Leia também: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como fazer (com dicas)
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Como Ajudar Minha Criança a Emagrecer | Obesidade Infantil
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