A parceria prevê análises laboratoriais e intercâmbio técnico, além da realização de estudos científicos
A Fundação Oswaldo Cruz em Mato Grosso do Sul firmou um acordo de cooperação técnico-científica com a Associação Divina Flor para o desenvolvimento de estudos na área da saúde.
A Fiocruz de Mato Grosso do Sul e a Associação Divina Flor firmaram um acordo de cooperação técnico científica por cinco anos para pesquisar o uso medicinal da cannabis. A parceria foca em análises laboratoriais e formação profissional, seguindo as novas normas da Anvisa e decisões do STJ. Os produtos resultantes serão destinados apenas a fins científicos, sem comercialização. A iniciativa visa fortalecer o SUS e ampliar o acesso a terapias baseadas em evidências para diversos pacientes.
O Extrato do Acordo nº 61/2026 foi publicado com vigência de cinco anos, iniciada em 22 de abril de 2026.
A parceria prevê a realização de pesquisas científicas, análises laboratoriais, atividades de formação profissional e intercâmbio técnico entre as instituições.
Segundo a Fiocruz, a iniciativa está alinhada ao compromisso com a produção de conhecimento baseado em evidências e com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Em janeiro de 2026, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou normas que regulamentam todas as etapas de produção da cannabis para fins medicinais no País, atendendo à determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconheceu a legalidade da produção para uso exclusivamente medicinal e farmacêutico.
Entre as regras está a proibição de os produtos resultantes das pesquisas serem comercializados, mas instituições autorizadas poderão compartilhá-los para fins científicos.
A Associação Divina Flor, sediada em Campo Grande, que firmou acordo com a Fiocruz, surgiu a partir de um grupo de estudos criado em 2019 por pacientes e apoiadores do uso medicinal da cannabis.
Formalizada em 2020, a entidade atua na promoção do acesso ao tratamento, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades financeiras ou burocráticas para adquirir medicamentos industrializados.
Desde a sua fundação, a associação já atendeu mais de 1.700 pacientes em todo o Brasil, entre humanos e animais, contribuindo para o acesso a terapias baseadas em cannabis para diversas enfermidades.
Segundo a Fiocruz, o acordo reforça o compromisso com a ciência pública, a transparência e o desenvolvimento de pesquisas conduzidas com rigor ético e científico, ampliando o conhecimento e as possibilidades terapêuticas no país.
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