A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, no dia 12, a confirmação de 11 casos de hantavírus ligados ao surto no navio de cruzeiro MV Hondius, que fazia um roteiro entre a Argentina, a Antártida e ilhas remotas do Atlântico Sul. Entre os casos detectados, houve 3 mortes.
O caso ganhou repercussão internacional, já que dezenas de passageiros que haviam estado no navio desembarcaram na ilha de Santa Helena no dia 24/4, antes de o vírus ser detectado na embarcação. A possibilidade de que essas pessoas estivessem contaminadas e disseminassem o vírus assustou o mundo.
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Após a detecção do surto, os passageiros passaram vários dias em isolamento dentro do navio, que ficou ancorado por três dias em Cabo Verde e depois seguiu para as Ilhas Canárias, na Espanha, onde foi iniciado o desembarque dos passageiros.
O que é hantavírus?
Os hantavírus pertence à família Hantaviridae e normalmente são transmitidos pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados. A transmissão de humano para humano é incomum.
A infecção em seres humanos geralmente acontece quando partículas de secreções de animais contaminados ficam suspensas no ar e são inaladas em locais fechados, como galpões e depósitos em áreas rurais.
Apesar de ser rara em seres humanos, a infecção pelo hantavírus pode ser grave. A hantavirose costuma provocar sintomas como febre, calafrios e dores musculares, mas pode evoluir para uma doença chamada síndrome cardiopulmonar por hantavírus, que pode ser fatal.
De acordo com a OMS, os sintomas podem aparecer entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus e não há medicamento específico para tratar a infecção, por isso o tratamento costuma se concentrar nos cuidados de suporte.
Cepa Andes
A cepa do hantavírus identificada no surto no navio é a Andes, a única que pode ser transmitida entre humanos e que circula na Argentina, onde suspeita-se que tenha começado o surto do navio MV Hondius.
Não há, até o momento, nenhum sinal de que haja transmissão fora do cruzeiro onde os casos ocorreram. Os passageiros já deixaram o navio e seguem em acompanhamento pelas autoridades sanitárias dos países onde eles moram.
Há risco de uma pandemia de hantavírus?
Apesar do número de infectados, a OMS afirmou que não há sinais de disseminação da doença neste momento. Isso porque os hantavírus são vírus que costumam infectar roedores e não seres humanos.
Nos casos raros em que há a contaminação de humanos, o ciclo de transmissão do vírus costuma ser interrompidos no hospedeiro, pois a transmissão inter-humana não é comum.
Ademais, esses vírus não costumam sofrer muitas mutações, o que diminui seu potencial pandêmico.
Além de a transmissão entre seres humanos ser rara, quem contrai o vírus costuma desenvolver sintomas debilitantes que dificultam sua circulação por ambientes onde o vírus poderia se espalhar.
A combinação desses fatores – um vírus que sofre poucas mutações, com transmissão inter~humana rara e com potencial de causar doença grave e de evolução rápida – torna a circulação do hantavírus pouco provável.
Não é um vírus novo
De acordo com o Ministério da Saúde, entre 1993 e março de 2026, o Brasil registrou cerca de 2,4 mil casos de hantaviroses, dos quais cerca de 960 culminaram em óbitos.
Assim, por causar doença grave, o vírus merece vigilância, mesmo com seu baixo potencial pandêmico.
Crédito da foto: Oceanwide-expeditions (reprodução)
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